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No Ponto

Relação do Master com a Refit deve influenciar julgamento de Vorcaro

Nunes Marques e Ciro Nogueira observam com apreensão o desenrolar das investigações sobre a refinaria e o banco

Daniel Vorcaro, que foi preso nesta quarta-feira, 4, por determinação do STF | Foto: Esfera Brasil/Divulgação
O evento mais custoso aconteceu em Londres, durante o 1º Fórum Jurídico Brasil de Ideias | Foto: Divulgação/Esfera Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) começa a analisar, nesta sexta-feira, 13, se mantém ou revoga a prisão preventiva do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master. A decisão, tomada pelo ministro André Mendonça em 4 de março, será submetida à 2ª Turma da Corte.

O julgamento ocorre em meio à descoberta de movimentações financeiras superiores a R$ 1 bilhão entre o Master e o Grupo Refit, empresa investigada por sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. A movimentação inclui pagamentos feitos diretamente ao banco entre 2023 e 2024. Esse conjunto de relações deve influenciar o ambiente em torno da decisão do tribunal.

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A movimentação do dinheiro, rastreada pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), está em posse da CPI do Crime Organizado, no Senado, que passou a examinar a relação comercial entre as duas empresas. A Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro, mantinha conta no Master.

Duplo escândalo

O Grupo Refit, controlado pelo empresário Ricardo Magro, está no centro de uma série de investigações fiscais e criminais. A empresa é acusada de estruturar um esquema de sonegação tributária e lavagem de dinheiro que teria gerado uma dívida estimada em mais de R$ 25 bilhões em impostos. O conglomerado é apontado como o maior devedor de ICMS do Estado de São Paulo, o segundo maior do Rio de Janeiro e um dos maiores da União.

A empresa entrou no radar das autoridades depois da Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025. Outras duas ações — Cadeia de Carbono, em setembro, e Poço Lobato, em novembro — ampliaram a investigação.

Segundo investigadores, parte do combustível comercializado pelo grupo teria abastecido postos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A suspeita é que o setor de combustíveis esteja sendo usado para lavar dinheiro da facção, com o auxílio de empresas financeiras.

De acordo com relatos obtidos por Oeste, novas fases da investigação estão em andamento e já provocam tensão entre os possíveis alvos. Magro sabe disso | Foto: Divulgação/Magro Advogados
De acordo com relatos obtidos por Oeste, novas fases da investigação estão em andamento e já provocam tensão entre os possíveis alvos. Magro sabe disso | Foto: Divulgação/Magro Advogados

Nunes Marques e Ciro Nogueira entram em cena

As investigações também atingiram o ambiente político. Mensagens encontradas pela Polícia Federal (PF) no celular de Vorcaro mencionam encontros com parlamentares influentes. Depois que os diálogos vieram à tona, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI) procuraram o ministro Alexandre de Moraes, do STF, para discutir possíveis consequências jurídicas das menções. Até agora, nenhum dos dois é investigado.

Nos diálogos, Vorcaro descreve Ciro Nogueira como “um dos meus grandes amigos de vida”. O senador aparece 14 vezes nas conversas, que mencionam viagens no avião do ex-banqueiro e reuniões com parlamentares. Hugo Motta é citado em relatos de encontros com empresários, incluindo um jantar na residência oficial da Câmara em 26 de fevereiro de 2025, um dia depois de sua eleição para a presidência da Casa.

Ciro Nogueira não acredita em impeachment no STF nessa legislatura | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Ciro Nogueira referendou escolha de Nunes Marques ao STF | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Outro ponto observado por investigadores envolve o Grupo Refit e o ambiente jurídico ligado à empresa. A refinaria contratou o advogado Kevin de Carvalho Marques, filho do ministro de Nunes Marques, para atuar em processos judiciais relacionados à companhia na Justiça Federal. O magistrado integra justamente a 2ª Turma do STF, colegiado responsável por decidir se Vorcaro continuará preso. Também julgarão o caso os ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux e Mendonça. Toffoli é integrante da turma, mas declarou-se suspeito para participar do julgamento.

Nunes Marques chegou ao Supremo em 2020, indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro. Nos bastidores políticos, o ministro teve apoio de líderes do centrão, sobretudo de Ciro Nogueira, que ajudaram a articular a indicação no Senado.

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2 comentários
  1. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    EDILSON TRAÍRA NOVAMENTE CRIANDO CONFLITOS.
    REPORTER DE MERDA , MANTIDO POR QUEM DENTRO DA OESTE ?
    ESQUERDA DE CAREIRINHA .
    OESTE BAIXANDO AS CALÇAS ?

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