Nesta terça-feira, 9, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a citação por edital de Eduardo Tagliaferro, seu ex-assessor no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
De acordo com Moraes, Tagliaferro não foi encontrado no endereço informado para receber a notificação prevista em lei. O ex-assessor responde por suposta violação de sigilo funcional, coação no curso do processo, obstrução de investigação envolvendo organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, todos considerados em concurso material. Tagliaferro é responsável pela Vaza Toga, escândalo que revelou a existência de um gabinete paralelo no TSE para perseguir a direita na eleição de 2022.
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Conforme a decisão, a carta de ordem expedida para notificação foi devolvida depois de “diligência infrutífera”.
O ministro citou ainda precedente dele próprio: “Certificado pelo oficial de justiça que o réu estava em local incerto, a citação por edital é regular”.
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Defesa de Eduardo Tagliaferro aciona OEA

Na semana passada, a defesa de Tagliaferro acionou a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), vinculada à Organização dos Estados Americanos (OEA).
Obtida com exclusividade por Oeste, a denúncia acusa Moraes de promover “perseguição político-ideológica” e “tortura psicológica” contra seu ex-assessor.
Leia também: “Aos amigos, os favores; aos inimigos, a lei”, reportagem publicada na Edição 299 da Revista Oeste
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Mais uma perseguição a quem denunciou a indústria de falsa provas partindo do verdadeiro Gabinete do Ódio. Moraes não tem como negar, daí que usar o poder ditatorial para calar a boca do denunciante. Mas as provas já estão espalhadas em locais seguros, fora do Brasil, e chegará o momento em que essa toga experimentará o seu próprio veneno. “Se não houver nada, use a criatividade”, ou seja, inventa algo contra aqueles que eu persigo. Um exemplo foi contra a revista OESTE.