O presidente Luiz Inácio Lula da Silva trata o advogado-geral da União, Jorge Messias, como o principal candidato para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar disso, o Palácio do Planalto decidiu concentrar, neste momento, seus esforços políticos na tramitação da PEC que acaba com a escala 6×1.
A avaliação de integrantes do governo é que a proposta se tornou uma das pautas de maior apelo popular em discussão no Congresso e pode render dividendos políticos ao presidente na corrida eleitoral de 2026. A Câmara aprovou o texto nesta quarta-feira, 27, e agora caberá ao Senado analisar a proposta.
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Na semana passada, durante uma reunião reservada com prefeitos e integrantes do governo no Palácio do Planalto, Lula reafirmou sua confiança no advogado-geral da União. Segundo relatos ouvidos por Oeste, o presidente declarou que o Senado “ainda” aprovará o nome de Messias.
Saiba mais:
Aliados de Lula afirmam que o petista encarou a derrota do AGU como um revés pessoal e atribui a articulação contra a indicação diretamente ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Embora mantenha o AGU como favorito para o Supremo, o governo optou por adiar uma nova ofensiva em torno da indicação. A estratégia é evitar novos atritos com Alcolumbre enquanto a PEC tramita na Casa, segundo apurou Oeste.

Lula versus Alcolumbre
Nos bastidores, governistas passaram a trabalhar pela realização de um encontro entre Lula e Alcolumbre. O objetivo é reconstruir a relação entre os dois líderes e criar um ambiente mais favorável para futuras negociações no Senado. A conversa ganhou prioridade entre integrantes do governo logo depois da rejeição de Messias.
A avaliação no Planalto é que o debate sobre a redução da jornada de trabalho pode servir como ponto de aproximação entre o Executivo e presidente do Senado.
Parlamentares próximos a Alcolumbre afirmaram a Oeste que o presidente do Senado deseja tratar do assunto pessoalmente com Lula e demonstra insatisfação com negociações conduzidas por interlocutores. Mesmo em meio ao desgaste entre os líderes, integrantes do Planalto veem um cenário mais favorável para uma futura reapresentação do nome do AGU.
Ministros e assessores avaliam que Alcolumbre atravessa um momento de desgaste político e teria hoje menor capacidade de mobilizar votos contra o indicado de Lula. Essa percepção ganhou força com o avanço das investigações da Polícia Federal sobre possíveis irregularidades em aportes da Amapá Previdência no Banco Master, instituição outrora controlada pelo empresário Daniel Vorcaro.
Assim, senadores da base de Lula acreditam que o presidente deve reenviar a indicação somente depois de uma conversa direta com Alcolumbre.
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