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Venezuela desafia Corte Internacional ao manter eleições no Essequibo

O ditador Nicolás Maduro afirma que não reconhecer a jurisdição a CIJ e, portanto, 'não acatará nenhuma de suas decisões'

Maduro ordena o fechamento da fronteira da Venezuela com o Brasil
O ditador Nicolás Maduro | Foto: | Foto: RS/Fotos Públicas

A ditadura da Venezuela anunciou que seguirá adiante com a realização de eleições parlamentares e regionais no território do Essequibo, mesmo depois de uma ordem da Corte Internacional de Justiça (CIJ) determinando a suspensão do pleito. 

Em comunicado divulgado na sexta-feira 2, o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que “jamais reconhecerá a jurisdição da Corte” e, por isso, “não acatará nenhuma de suas decisões”.

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A decisão da CIJ, emitida em 1º de maio atendeu a um pedido da Guiana, que administra atualmente a região e destacou que a eleição venezuelana causaria “prejuízo irreversível”. 

O tribunal, com sede em Haia, ordenou que Caracas “se abstenha de conduzir ou organizar eleições” na área em disputa — um território de cerca de 160 mil km² rico em petróleo, cuja soberania é reivindicada pela Venezuela com base em um litígio histórico.

Mapa Venezuela - Guiana
A divisa entre a Guiana e a Venezuela é uma das fronteiras internacionais mais longas da América do Sul, estendendo-se por cerca de 743 quilômetros; Essequibo é adjacente a ela | Foto: Reprodução/@statecraftdaily

Venezuela “cria” o Estado de Guayana Esequiba

Mesmo com o caráter vinculante das decisões da CIJ, a Corte não possui mecanismos para forçar sua implementação. A Guiana, por sua vez, celebrou o posicionamento do tribunal. 

“Mais uma vez, a posição da Guiana prevaleceu”, afirmou o presidente guianês, Irfaan Ali. “Mais uma vez, ficou demonstrado que a posição da Guiana está em conformidade com o direito internacional.”

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Irfaan Ali
O presidente da Guiana, Irfaan Ali, tenta resolver o imbróglio de Essequibo de forma pacífica | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Ainda assim, a ditadura venezuelana manteve o cronograma eleitoral para o dia 25 de maio, quando, pela primeira vez, pretende eleger representantes do recém-criado Estado de Guayana Esequiba. 

A medida faz parte de uma escalada política iniciada em dezembro de 2023, quando o país promoveu um referendo para legitimar sua reivindicação e, posteriormente, aprovou uma lei que formaliza a incorporação da área como o 24º estado venezuelano — gesto duramente criticado por Georgetown e por parte da comunidade internacional.

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Quatro candidatos disputam a eleição: 

  • Almirante Neil Villamizar, indicado diretamente por Maduro; 
  • Julio Cesar Pineda, representante do PSUV; 
  • Sociólogo Héctor Milano; e 
  • Advogado Alexis Duarte, que concorre pela coligação UNT-Única, liderada por Manuel Rosales e Henrique Capriles — dissidentes da Plataforma Unida, grupo opositor ligado a María Corina Machado.

Disputa territorial

A disputa territorial entre Venezuela e Guiana tem raízes no século XIX, quando o Reino Unido — potência colonial à época — firmou tratados contestados por Caracas. 

A tensão voltou a crescer em 2015, com a descoberta de vastas reservas de petróleo pela empresa norte-americana ExxonMobil, o que aumentou significativamente o valor geopolítico da região.

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5 comentários
  1. Christian
    Christian

    Este Capitão do Mato Podre pode fazer o que ele quer ?
    Ditador Vigarista.

  2. Sérgio Benoni Sandri
    Sérgio Benoni Sandri

    Olha, essas entidades internacionais, falam muito, mas cada um faz o que quer.

  3. Antonio C. Lameira
    Antonio C. Lameira

    Final de Maduro será cumprir prisão perpetua numa Prisão Federal, provavelmente nos Estados Unidos, ou se refugiar num País “amigo”, que reza a mesma cartilha ideológica. O Brasil sendo governado pela esquerda, será um belo refugio, com samba, mulher e cerveja, será homenageado como enredo por uma escola de samba, e seu nome será batizado num órgão público como Maricá/RJ fez; Hospital Ernesto Che Guevara.

  4. Antonio C. Lameira
    Antonio C. Lameira

    Felizmente não existe mais espaço para candidatos a Ditadores prosperem em suas ambições politicas para conquistarem novos territórios, e os que tentam sofrem duras perdas, ex. Rússia x Ucrânia, a primeira tem armas nucleares mas não podem usar, devido uma pronta resposta que sofrerá dos países ocidentais e dos EUA. Hitler, hoje seriam apenas um cabo do exercito na sua insignificância.

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