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Vencedora do Nobel da Paz defende desmonte de sistema eletrônico de votação na Venezuela

María Corina Machado afirma que seu país precisa de 40 semanas para realizar eleições limpas

Urna eletrônica da Venezuela | Foto: Reprodução

As eleições na Venezuela são realizadas por meio do sistema eletrônico. No sábado, 14, María Corina Machado, líder da oposição venezuelana laureada com o Nobel da Paz, afirmou que desmanchar o modelo é uma das condições para que a escolha de um novo governo tenha credibilidade junto à população.

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Segundo María, as últimas eleições do país foram completamente fraudadas. Por esse motivo, ela defende a destruição do modelo atual. “Começar a desmantelar o sistema eletrônico e construir um que possa dar à população venezuelana confiança absoluta nos resultados e que dê o direito a todos os venezuelanos, dentro e fora, de votar”, disse na Conferência de Munique, na Alemanha. Trata-se de um dos maiores encontros sobre o assunto no planeta.

A líder acredita que a construção do novo modelo eleitoral deve levar cerca de 40 semanas. “Certamente, há condições políticas que têm que ocorrer antes e durante esse processo. Se você perguntar ao povo venezuelano, mais de 80%, 90% diriam: ‘Queremos avançar em um processo político legítimo, queremos eleições, queremos participar'”, declarou.

Ditadura em colapso na Venezuela

O ex-ditador Nicolás Maduro foi extraído do poder por uma operação militar dos Estados Unidos que o capturou em 3 de janeiro de 2026. Ele chegou à Presidência do país em 2013, na esteira da morte de Hugo Chávez, de quem era vice.

Com a prisão de Maduro, Delcy Rodríguez assumiu a Presidência. Ela era vice do ex-ditador capturado pelos norte-americanos. A nova governante declarou que a operação dos EUA era ilegal, mas poucos dias depois deu início à libertação de alguns presos políticos no país. Desde então, houve cerca de 440 solturas. Contudo, mais de 600 opositores do regime permanecem atrás das grades.

No fim de janeiro, Delcy apresentou um projeto de lei de anistia para a Assembleia Nacional do país. A proposta prevê a libertação dos prisioneiros políticos, sem eximir de culpas seus torturadores, bem como quem tiver cometido crimes contra a humanidade, o patrimônio público, homicídio doloso e tráfico internacional. O texto ainda não foi votado. O parlamento local é controlado pelo Partido Socialista Unido da Venezuela, o mesmo grupo da presidente e do ex-ditador, os responsáveis pela implantação da ditadura no país.

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