Bloco afirma estar lutando contra a disseminação de notícias falsas

A União Europeia quer ver mais ações por parte das plataformas de redes sociais no combate às fake news. Ontem, representante do bloco garantiu que espera que empresas como Facebook, Google e Twitter desenvolvam estratégias diante do que chama de “enorme onda de desinformação”.
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Vice-presidente da comissão responsável pelos valores e transparência da União Europeia, Vera Jourova afirmou durante coletiva de imprensa que a preocupação com a disseminação de notícias falsas aumenta por causa da pandemia do novo coronavírus — mal que vai além de atingir países europeus.
Diante da situação, o discurso de Jourova não parou em meras cobranças contra as plataformas de redes sociais. Ela externou o desejo de ver Twitter, Google e Facebook atuando como “parceiros” da União Europeia. Entre outros pontos, a integrante do bloco pediu a divulgação de relatórios mensais. Materiais que devem apresentar ações realizadas contra as fake news.
A saber, a representante europeia afirmou que tais relatórios devem conter as seguintes informações em casos de registro de notícia falsa:
- Natureza da desinformação;
- Tamanho da rede envolvida;
- Origem geopolítica;
- E público-alvo.
Assim, as plataformas conseguirão fazer “muito mais” contra a divulgação de boatos. Ao menos é o que defende Jourova. Ela acredita que esse trabalho feito pelas redes sociais posteriormente ajudará na “confiança do usuário”.
Cobrança e elogio
Apesar de estar na lista de plataformas cobradas pela representante da União Europeia, o Twitter recebeu elogio. Isso porque a rede vem travando embate com Donald Trump. Mensagens postadas pelo presidente dos Estados Unidos começaram a ganhar selo de “verifique os fatos” — demonstrando que o teor dos conteúdos poderiam não ser verdadeiros. Conforme registrou Oeste, Trump assinou ordem que, na prática, pode abrir caminho para regulação das redes sociais.
“Isso é o que chamo de pluralismo”
“Eu apoio a reação do Twitter aos tuítes do presidente Trump”, enfatizou Vera Jourova. Diferentemente do que chegou a ser acusado pelo norte-americano, a vice-presidente de comissão da União Europeia não viu censura no caso. “[O Twitter] forneceu informações verificadas. Isso é o que chamo de pluralismo”, complementou a executiva europeia, de acordo com a agência de notícias AFP.
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