A Rússia voltou a prometer apoio ao Brasil para uma vaga permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), caso o órgão passe por uma reforma.
A sinalização foi registrada em declaração conjunta divulgada depois da 8ª Reunião da Comissão Brasileiro-Russa de Alto Nível de Cooperação, realizada na quinta-feira 5, no Palácio do Itamaraty, em Brasília. É a terceira vez desde 2022 que Moscou manifesta esse apoio. Até agora, porém, não houve nenhuma medida prática para viabilizar a proposta.
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No documento final, Brasil e Rússia reafirmaram a defesa do multilateralismo e do papel central das Nações Unidas na governança global. Os dois países destacaram o compromisso com as normas do Direito internacional e com os princípios da Carta da ONU.
O texto também aponta como “imperativo” avançar na reforma do Conselho de Segurança, para torná-lo mais representativo do cenário multipolar atual, com a inclusão de países em desenvolvimento da América Latina, da Ásia e da África.
Detalhes da reunião entre Rússia e Brasil

O encontro contou com a presença do primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, recebido pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e pelo chanceler Mauro Vieira.
Ao abrir a reunião, Alckmin afirmou que parcerias sólidas não dependem apenas da conjuntura política e classificou a comissão bilateral como um mecanismo “denso e estável” de cooperação.
Embora sem menções diretas, o tom da declaração foi interpretado como uma crítica indireta aos Estados Unidos. O presidente Donald Trump tem indagado a eficácia da ONU e defendido instâncias alternativas ao sistema multilateral.
A ênfase na centralidade da ONU e na reforma do Conselho de Segurança sinaliza resistência a iniciativas que busquem esvaziar o organismo internacional.
Ucrânia fora do discurso
A guerra entre Rússia e Ucrânia não foi mencionada oficialmente durante a reunião. Ainda assim, a declaração conjunta reafirma princípios como a solução pacífica de controvérsias, e a não intervenção.
O texto também destaca a importância de manter a América Latina e o Caribe como zona de paz e menciona a preservação da estabilidade no Ártico.
No campo econômico, Mishustin afirmou que o Brasil é o principal parceiro da Rússia na América Latina. Segundo ele, o comércio bilateral é sustentado principalmente pelas exportações brasileiras de carne e café.
A Rússia responde por cerca de 25% dos fertilizantes importados pelo Brasil, insumo considerado estratégico para o agronegócio. A reportagem apurou que Moscou tenta se manter como principal fornecedora, embora o tema não tenha sido tratado publicamente no evento.
Alckmin defendeu a ampliação de investimentos russos no Brasil, sobretudo nos setores de química, fertilizantes, energia, equipamentos industriais e infraestrutura, além de maior presença de empresas brasileiras no mercado russo.
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Kkkkkkk eles falam isso há 30 anos….e vcs da oeste continuam dado palanque pra essas canalhices….MENTIRA!
Igual aoterço do pedófilo dado pelo papa….kkkkkk ao acordo Mercosul Euro….kkkkk
Parem de reverberação dessas mentiras oeste…tudo da VELHA imprensa corruptamente mentindo