O presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou apoio ao ditador venezuelano Nicolás Maduro durante uma conversa telefônica realizada nesta quinta-feira, 11, segundo comunicados divulgados pelo Kremlin e pelo governo da Venezuela. O contato ocorreu em meio ao aumento da tensão entre Caracas e Washington, depois de ações militares recentes dos Estados Unidos na região do Caribe.
De acordo com nota divulgada no canal do Telegram do ministro venezuelano das Relações Exteriores, Yván Gil Pinto, Putin e Maduro “reafirmaram o caráter estratégico, sólido e ascendente das relações bilaterais, cimentadas na cooperação, na amizade e no respeito mútuo”. O comunicado afirma que o presidente russo manifestou apoio a Maduro nos alegados esforços da ditadura venezuelana para “consolidar a paz, a estabilidade política, o desenvolvimento econômico e a proteção social do povo venezuelano”.
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Segundo o mesmo texto, Putin declarou que “o povo venezuelano merece absoluto respeito em sua luta legítima para defender sua soberania e independência”. Ainda conforme a nota, o líder russo afirmou que “os canais de comunicação direta entre ambas as nações se mantêm abertos de forma permanente” e que a Rússia manterá seu apoio à Venezuela “na luta para fazer valer sua soberania, o direito internacional e a paz na América Latina”.
Em outro comunicado, o Kremlin informou que Putin “expressou solidariedade ao povo da Venezuela” e reiterou apoio à política da ditadura de Caracas diante do que Moscou descreve como “pressão externa crescente”. Segundo a presidência russa, os dois países reafirmaram o compromisso com o tratado de parceria estratégica firmado em maio.
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Maduro vive escalada de tensão com os EUA
A conversa entre Putin e Maduro ocorreu momentos depois da apreensão, por autoridades dos EUA, de um navio petroleiro que havia deixado um porto venezuelano no começo do mês. A procuradora-geral dos EUA, Pamela Bondi, afirmou que a embarcação havia sido anteriormente sancionada por transportar petróleo do Irã.
O governo venezuelano classificou a operação como um ato de pirataria e acusou Washington de tentar “saquear” seus recursos naturais. Os EUA enviaram uma força naval ao Caribe e afirmam ter interceptado mais de 20 embarcações suspeitas de tráfico de drogas em águas internacionais desde setembro.

Segundo a agência Reuters, o governo norte-americano se prepara para interceptar outros navios que transportem petróleo venezuelano como parte de uma campanha de pressão contra Maduro. O presidente dos EUA, Donald Trump, acusou o governo venezuelano de colaborar com cartéis de drogas.
Maduro negou as acusações, afirmou que sua ditadura não mantém vínculos com o narcotráfico e declarou que irá defender o país contra uma eventual invasão. O venezuelano classificou as ações dos EUA como “colonialistas” e alertou para o risco de “uma guerra insana” na região.
Leia também: “O vermelho é a nova cor da América Latina”, artigo de Gustavo Segrê publicado na Edição 144 da Revista Oeste









































Putin já basta a investida contra a Ucrânia, Sr ex KGB fica no seu continente, deixa os trópicos em paz, já basta o que temos de comunas…🤡