Dois navios desligaram seus sistemas de rastreamento, se encontraram no Mar do Japão e realizaram uma operação de transferência clandestina de petróleo. O jornal The Wall Street Journal divulgou as informações nesta quarta-feira, 8.
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Identificada por imagens de satélite, a movimentação revelou que o navio russo Kapitan Kostichev despejou cerca de 700 mil barris de petróleo bruto no tanque do Jun Tong. O episódio faz parte das atividades da chamada frota paralela — uma rede de petroleiros antigos que cruzam os oceanos transportando petróleo de origem russa, venezuelana ou iraniana.
A frota voltou ao centro das atenções nesta semana, quando militares dos Estados Unidos abordaram o petroleiro Marinera, de bandeira russa, no Oceano Atlântico. O navio, que navegava com nome falso e ostentava uma bandeira adulterada, operava sob escolta de forças russas.
O Jun Tong, que já navegou com outros dois nomes nos últimos meses, partiu rumo ao porto chinês de Yantai depois de receber o carregamento.
A China lidera as importações globais de petróleo e também figura como a maior compradora de óleo russo. O navio hoje ostenta a bandeira de Camarões, mas já operou sob os registros de Malta, Ilhas Marshall e Panamá.
O uso de bandeiras de conveniência permite aos petroleiros escapar da supervisão de potências ocidentais. Ao se registrarem em países pequenos e com fiscalização precária, os armadores conseguem taxas reduzidas, exigências mínimas e, até mesmo, anonimato.
Petroleiros alteram nomes a apagam rastros
A embarcação capturada no Atlântico mudou de nome diversas vezes — de Neofit para Yannis, e depois para Marinera. Pouco antes de ser interceptada, sua tripulação pintou às pressas uma bandeira russa no casco, numa tentativa de escapar da abordagem.
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Além disso, os operadores falsificam rotas, manipulam sinais de GPS, duplicam transmissões e criam navios fantasmas. Em um caso recente, um petroleiro interceptado no Caribe transmitia dados de localização como se estivesse navegando perto da Nigéria.
Navios operam sem seguro ou manutenção
Segundo o serviço independente de rastreamento TankerTrackers.com, um terço dos navios da frota paralela tem mais de 20 anos. Sem seguro adequado e com manutenção precária, essas embarcações representam riscos ambientais e operacionais.
Inclusive, algumas embarcações navegam sem cobertura ou recorrem a seguradoras fora da Europa. Muitos deles funcionam como depósitos flutuantes. Irã, Venezuela e Rússia utilizam esses petroleiros para contornar embargos e movimentar petróleo em larga escala.
O volume transportado pela frota paralela superou 3,7 bilhões de barris em 2025, de acordo com a empresa Kpler. Isso representa até 7% do fluxo global de petróleo bruto no ano. A estimativa da S&P Global indica para 940 petroleiros atuando nesse mercado, quase um quinto da frota mundial de transporte de óleo e derivados.
A pressão contra a frota clandestina aumentou não só com sanções, mas também com ações diretas. Em novembro, a Ucrânia lançou drones contra dois petroleiros russos sancionados no Mar Negro. Foi a primeira vez que o país atacou navios do Kremlin em águas internacionais.
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Já os EUA intensificaram a abordagem direta, com operações de forças especiais e helicópteros sobre o convés dos navios.






































PROVAVELMENTE OLEO PIRATA AINDA DA VENUZUELA PRA KOREIA DO NORTE !