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Tribunal da Espanha intima mulher de premiê por acusação de corrupção

Begoña Gómez teria se aproveitado do cargo de Pedro Sánchez para conseguir patrocínio em cursos privados

Primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, vestindo terno azul, camisa social branca e gravata vermelha. Ele está em frente a um púlpito e a um microfone. Ao fundo, há um grande painel azul
Pedro Sánchez, primeiro-ministro da Espanha | Foto: Reprodução/Instagram/@sanchezcastejon

Um tribunal de Madri convocou Begoña Gómez, mulher do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, a prestar esclarecimentos sobre uma acusação de tráfico de influência e corrupção empresarial. Ela terá de comparecer à Corte em 5 de julho.

Begoña teria se aproveitado do cargo do marido para conseguir patrocínio para um curso de sua autoria. A mulher do premiê tem 49 anos, é formada em marketing e não ocupa nenhum cargo público na Espanha. 

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No fim de abril, Sánchez chegou a suspender sua agenda por cinco dias e a cogitar a renúncia ao cargo, mas decidiu pela permanência. Em carta aberta ao povo, ele classificou a denúncia contra a mulher como “assédio político”, endereçado por opositores “de direita e extrema direita”. 

Acusação de “Mãos Limpas”

Primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, ao lado de sua esposa, Begoña Gómez. Ela é acusada de corrupção empresarial e tráfico de influência
Begoña é formada em marketing e não ocupa cargo público | Foto: Reprodução/Instagram

A organização de direita Manos Limpias (Mãos Limpas) deu início à denúncia contra Begoña Gómez, que posteriormente se transformou em investigação e inquérito. Liderado pelo advogado e político Miguel Bernad, o grupo se apresenta como anticorrupção. 

Pedro Sánchez atacou a oposição da Espanha, principalmente nas figuras de Alberto Núñez Feijóo, líder do conservador Partido Popular, e de Santiago Abascal, líder do partido de direita Vox. O premiê classificou a denúncia e pressão pela renúncia por parte dos opositores como “intimidação política”. 

Repercussão no mundo

Primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, e presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, ambos de terno, sentados em cadeiras, lado a lado, conversam. Atrás deles, há uma bandeira da Espanha e outra do Brasil
Pedro Sánchez e Lula, em encontro no Brasil, no começo de março | Foto: Reprodução/Instagram/@sanchezcastejon

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, colocou-se a favor da continuidade de Pedro Sánchez no cargo de primeiro-ministro da Espanha, logo depois da repercussão negativa do caso, no fim de abril. O brasileiro ligou para o espanhol, em forma de solidariedade. 

Já o presidente da Argentina, Javier Milei, durante evento com políticos de direita da Europa, chamou Begoña Gómez de “corrupta”. Depois da declaração, Sanchéz retirou a embaixada espanhola da Buenos Aires. Depois da retirada, Milei chamou Sánchez de “incompetente, mentiroso e covarde” e disse que o espanhol “é chacota na Europa”.

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1 comentário
  1. Christian
    Christian

    FOGO NO PARQUINHO.
    Quero ver se Milei ou o Molusco tem razão.

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