O controle do Estreito de Ormuz, uma das passagens marítimas mais estratégicas do mundo, tornou-se alvo de novas restrições impostas pelo Irã. Nesta quinta-feira, 5, a Guarda Revolucionária do país anunciou que o tráfego está bloqueado exclusivamente para embarcações dos Estados Unidos, de Israel, da Europa e de demais aliados ocidentais.
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Segundo comunicado divulgado pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) na emissora estatal Irib, “com base nas leis e resoluções internacionais, em tempos de guerra, a República Islâmica do Irã terá o direito de controlar a passagem pelo Estreito de Ormuz”. A instituição também ressaltou que navios desses países, caso identificados, “serão certamente atingidos”.
Escalada militar e impacto econômico

O fechamento do estreito ocorre desde o último sábado, 28, quando Estados Unidos e Israel iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã. Essa escalada fez o preço do petróleo subir e trouxe riscos para a estabilidade econômica mundial, ao comprometer o fluxo de energia do Oriente Médio.
Nesta quarta-feira, 4, a crise se agravou depois de um submarino norte-americano atacar um navio de guerra iraniano próximo ao Sri Lanka, interrompendo por cinco dias consecutivos a movimentação no Estreito de Ormuz e afetando a exportação de petróleo e gás.
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Em resposta, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou medidas para proteger e escoltar navios comerciais da região.
Tensões nucleares e retaliações do Irã
A ofensiva dos Estados Unidos e de Israel teve início em meio a tensões com o programa nuclear iraniano. O Irã retaliou ao atingir países do Oriente Médio que abrigam bases militares dos EUA, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque. No domingo 1º, a mídia estatal iraniana informou que o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, teria sido morto pelos ataques.
Depois da notícia da morte de Khamenei, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que vingar os ataques de Israel e dos Estados Unidos é um “direito e dever legítimo” do país.
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Donald Trump respondeu com ameaça de represálias caso ocorram novos ataques. “É melhor que eles não façam isso, porque, se o fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”, disse.
O presidente norte-americano também declarou que as operações prosseguirão ininterruptas durante toda a semana ou “pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de paz em todo o Oriente Médio e, de fato, no mundo”.






































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