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Irã bloqueia Estreito de Ormuz para navios de EUA, Israel e Europa

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que 'vingar os ataques é um direito legítimo do país'

Estreito de Ormuz; Irã
A localização do Estreito de Ormuz no mapa | Foto: Montagem/Revista Oeste/Wikipedia

O controle do Estreito de Ormuz, uma das passagens marítimas mais estratégicas do mundo, tornou-se alvo de novas restrições impostas pelo Irã. Nesta quinta-feira, 5, a Guarda Revolucionária do país anunciou que o tráfego está bloqueado exclusivamente para embarcações dos Estados Unidos, de Israel, da Europa e de demais aliados ocidentais.

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Segundo comunicado divulgado pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) na emissora estatal Irib, “com base nas leis e resoluções internacionais, em tempos de guerra, a República Islâmica do Irã terá o direito de controlar a passagem pelo Estreito de Ormuz”. A instituição também ressaltou que navios desses países, caso identificados, “serão certamente atingidos”.

Escalada militar e impacto econômico

Benjamin Netanyahu e Donald Trump acordo Gaza
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Foto: Reprodução/Instagram Benjamin Netanyahu

O fechamento do estreito ocorre desde o último sábado, 28, quando Estados Unidos e Israel iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã. Essa escalada fez o preço do petróleo subir e trouxe riscos para a estabilidade econômica mundial, ao comprometer o fluxo de energia do Oriente Médio.

Nesta quarta-feira, 4, a crise se agravou depois de um submarino norte-americano atacar um navio de guerra iraniano próximo ao Sri Lanka, interrompendo por cinco dias consecutivos a movimentação no Estreito de Ormuz e afetando a exportação de petróleo e gás.

Leia mais: “Tiro ao alvo no topo do mundo”, artigo de Guilherme Fiuza publicado na Edição 311 da Revista Oeste

Em resposta, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou medidas para proteger e escoltar navios comerciais da região.

Tensões nucleares e retaliações do Irã

A ofensiva dos Estados Unidos e de Israel teve início em meio a tensões com o programa nuclear iraniano. O Irã retaliou ao atingir países do Oriente Médio que abrigam bases militares dos EUA, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque. No domingo 1º, a mídia estatal iraniana informou que o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, teria sido morto pelos ataques.

Depois da notícia da morte de Khamenei, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que vingar os ataques de Israel e dos Estados Unidos é um “direito e dever legítimo” do país.

Leia também: “Os ventos da liberdade”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 309 da Revista Oeste

Donald Trump respondeu com ameaça de represálias caso ocorram novos ataques. “É melhor que eles não façam isso, porque, se o fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”, disse.

O presidente norte-americano também declarou que as operações prosseguirão ininterruptas durante toda a semana ou “pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de paz em todo o Oriente Médio e, de fato, no mundo”.

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