A Federação Internacional de Futebol (Fifa) pretende mudar seu regulamento para impedir que clubes realizem partidas oficiais fora dos países das respectivas ligas. A proposta surge como resposta ao crescimento de um modelo que exporta jogos para os Estados Unidos, a Austrália e o Oriente Médio.
O objetivo é barrar a comercialização excessiva de confrontos válidos por campeonatos nacionais. A entidade busca pareceres jurídicos para embasar a decisão. Se confirmada, será a primeira atualização sobre o tema em mais de uma década.
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Barcelona e Villarreal já agendaram um confronto em Miami, marcado para 20 de dezembro. Milan e Como se enfrentarão em Perth, na Austrália, em fevereiro. As partidas contaram com aval das federações locais e acenderam o alerta em outras instâncias.
A União das Associações Europeias de Futebol manifestou rejeição ao modelo e reforçou oposição à realização de jogos nacionais fora dos territórios europeus. A entidade declarou apoio à Fifa na criação de regras mais rígidas sobre o tema.
Na Espanha, o Real Madrid se posicionou contra a exportação dos jogos e alertou para o risco de quebra do “equilíbrio competitivo”.
A Comissão Europeia também reagiu. Como resultado, o comissário Glenn Micallef declarou estar “profundamente decepcionado com as propostas de sediar partidas de liga nacional fora da Europa”.
Premier League desiste de realizar jogos fora da Inglaterra
A Premier League descartou levar partidas para fora da Inglaterra. Richard Masters, diretor-executivo da liga, afirmou que “a necessidade se dissipou”. Mesmo assim, o avanço da globalização e a alta nos custos operacionais continuam pressionando clubes a buscarem alternativas comerciais fora dos modelos tradicionais.
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Em contrapartida, parte dos clubes e dirigentes argumentam que os jogos fora da Europa geram novas receitas e impulsionam a visibilidade global das marcas.






































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