O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, defendeu neste domingo, 24, a realização de novas eleições em até 90 dias diante da crise política e social que atinge o país. Em meio a protestos, bloqueios de estradas e confrontos com forças de segurança, o socialista afirmou que o presidente Rodrigo Paz deveria renunciar para permitir uma transição política.
“Paz tem dois caminhos: uma decisão suicida, a militarização, ou a pacificação, a transição e eleições em 90 dias”, declarou Morales, durante seu programa semanal na rádio Kawsachun Coca. “Para que não haja mortos, para que não haja feridos, a pacificação passa por sua renúncia e que um presidente de transição convoque eleições nesse prazo.”
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A Bolívia vive sua quarta semana consecutiva de instabilidade. Desde o início de maio, manifestações organizadas pela esquerda — que tem Morales como um de seus líderes — se espalharam pelo país.

Os atos incluem bloqueios em dezenas de rodovias que levam à capital administrativa, La Paz, o que agrava problemas de abastecimento e pressiona ainda mais a inflação. Segundo o governo boliviano, os protestos têm provocado escassez de alimentos, combustíveis e medicamentos em cidades como La Paz e El Alto.
Hospitais relatam dificuldades para receber suprimentos, enquanto postos de gasolina enfrentam longas filas. O Poder Executivo boliviano informou ainda que ao menos três pessoas morreram em razão da dificuldade de circulação de ambulâncias nos bloqueios.
A inflação acumulada em abril chegou a 14% na comparação anual. A crise econômica é atribuída à escassez de dólares, ao fim de subsídios para combustíveis e à restrição de crédito para pequenos produtores rurais.

Atual presidente da Bolívia corta o próprio salário em 50%
Eleito em outubro de 2025, Rodrigo Paz assumiu o cargo em novembro, com a promessa de reverter a crise no abastecimento de gasolina e encerrar quase duas décadas de governos de esquerda no país sul-americano. Entretanto, o presidente destaca que as medidas de austeridade adotadas por sua gestão são necessárias para recuperar as contas públicas.
Nesta segunda-feira, 25, Paz anunciou a redução de 50% do próprio salário e dos vencimentos de seus ministros. Durante discurso em Sucre, capital constitucional da Bolívia, afirmou que a medida demonstra o “compromisso do governo com o país”.
Em meio à escalada das manifestações, o presidente boliviano também endureceu o discurso contra grupos radicais. “Uma minoria não pode governar”, declarou, em referência aos sindicatos à frente das manifestações. “Uma minoria não pode nos abusar, e faremos cumprir a Constituição com firmeza.”

O governo boliviano acusa Evo Morales de estimular os protestos e afirma que os atos têm como objetivo desestabilizar a ordem institucional. Durante sessão da Organização dos Estados Americanos realizada na última quarta-feira, 20, o chanceler Fernando Aramayo declarou que as mobilizações buscam alterar a “ordem democrática e constitucional”.
Morales, que governou a Bolívia de 2006 e 2019, chegou a ser considerado foragido da Justiça boliviana em um caso relacionado a tráfico de menor. O ex-presidente renunciou ao cargo em 2019 em meio a denúncias de fraude eleitoral ligadas à tentativa de obter um quarto mandato consecutivo.
No sábado 23, o governo tentou abrir um corredor humanitário entre La Paz e Oruro para permitir a passagem de alimentos e medicamentos. Segundo autoridades bolivianas, policiais e militares enviados para desbloquear a via sofreram uma emboscada de manifestantes.
Os confrontos se intensificaram nos últimos dias. A polícia utilizou gás lacrimogêneo para conter grupos que tentavam avançar em direção ao palácio presidencial, em La Paz.
Diante da crise, o governo dos Estados Unidos anunciou o envio de alimentos emergenciais e apoio logístico à Bolívia. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que Washington não aceitará tentativas de retirar Rodrigo Paz do poder por meios não democráticos.
Em resposta às pressões políticas, Paz promoveu mudanças ministeriais na última quinta-feira, 21. O presidente substituiu o então ministro do Trabalho, Edgar Morales, pelo advogado Williams Bascopé. Apesar da reforma, o governo reiterou que o presidente não pretende deixar o cargo.









































O mal do Evo está enraizado na mente dos índios bolivianos . Eles fazem o que aquele pedófilo manda .
“Se eu não posso ter o poder, eu destruo o país”. Esse é o lema de todo esquerdista.
Essa “lhama de franja” ainda existe?
Esse estuprador e pedófilo deveria é estar preso.
Picareta esse amigo do Lula. Perde a eleição e cria baderna. Tem que por na cadeia.
Eu sigo o ensinamento de mestre Po da serie Kung Fu: “Os que negam o mal no homem permanecem fracos e inermes. Enfrente o mal com a força.”
Mete esse cocaleiro vagabundo na prisão que ele fica quietinho
Esse indígena plantador e exportador de coca deveria ser preso.