O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) informou, neste domingo, 1º, que poderá apresentar novas acusações contra pessoas associadas a Jeffrey Epstein. Isso dependerá da análise pública do material recém-divulgado, que precisará apresentar fatos não identificados pelos investigadores em antigas investigações.
Esse posicionamento veio à tona por meio do vice-procurador-geral Todd Blanche, em entrevista ao programa State of the Union, da CNN norte-americana. Segundo Blanche, muitos casos federais começam a partir de informações trazidas por civis, e o governo está aberto a avaliar eventuais elementos novos.
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Na sexta-feira 30, o DOJ tornou públicos cerca de 3 milhões de páginas adicionais relacionadas a Epstein, elevando o total divulgado a aproximadamente 3,5 milhões. O pacote inclui imagens, documentos e registros variados, liberados para cumprir exigências legais de transparência.
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Blanche disse que o material já havia sido examinado pelos investigadores e que não surgiram provas suficientes para sustentar denúncias adicionais até agora. Parte do conteúdo, afirmou o vice-procurador, é perturbadora. Arquivos ligados a investigações em andamento permaneceram sob sigilo, assim como informações que possam identificar vítimas.
Investigações em curso
A nova divulgação de documentos intensificou disputas políticas. O presidente Donald Trump, por exemplo, afirmou que os arquivos recém-divulgados o isentam de acusações levantadas anteriormente sobre o suposto vínculo com Epstein.
O vice-procurador-geral confirmou que entrevistou por dois dias, no verão passado, Ghislaine Maxwell, ex-associada de Epstein, mas evitou comentar desdobramentos por envolver apurações ainda abertas.
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Indagado sobre uma possível nova investigação, Blanche afirmou que o governo não pretende fabricar provas nem avançar com casos frágeis, mesmo diante da pressão popular. Segundo o vice-procurador, se a leitura externa dos arquivos trouxer elementos concretos e verificáveis, o DOJ avaliará os próximos passos.
Entenda o caso Epstein
Jeffrey Epstein foi um financista norte-americano que construiu uma rede de influência envolvendo empresários, políticos e celebridades. Durante a carreira, virou alvo de denúncias de exploração e tráfico sexual de menores. Em 2008, firmou um acordo judicial na Flórida que o livrou de acusações federais mais graves, cumprindo pena reduzida.
O caso voltou à superfície em 2019, quando Epstein foi preso novamente, desta vez por acusações federais de tráfico sexual. Um mês depois, morreu em uma cela em Nova York, em circunstâncias oficialmente classificadas como suicídio.
De lá para cá, o foco das investigações se deslocou para possíveis cúmplices e facilitadores, além da atuação de autoridades no passado. A divulgação de milhões de páginas de documentos pelo Departamento de Justiça reúne registros, imagens e comunicações ligados a Epstein e a seu círculo.







































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