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Ditadura de Maduro prende dirigente de partido de María Corina

Líder, com doença de Parkinson, foi detido por agentes do regime chavista

nicolás maduro venezuela eua
Organizações internacionais denunciam que o país abriga hoje cerca de 900 presos políticos | Foto: Reprodução/ Facebook/Nicolás Maduro

O regime de Nicolás Maduro prendeu nesta segunda-feira, 15, Melquiades Pulido García, coordenador do partido Vamos Venezuela. Segundo a legenda, integrantes do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional levaram o opositor enquanto ele caminhava pelas ruas de Caracas.

García sofre de Parkinson e necessita de cuidados médicos especializados. Em nota, o partido exigiu a libertação imediata do dirigente e de todos os presos políticos detidos na Venezuela.

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Organizações internacionais denunciam que o país abriga hoje cerca de 900 presos políticos. Segundo a Missão de Apuração de Fatos das Nações Unidas, a Guarda Nacional Bolivariana (GNB), outro componente de repressão na Venezuela, está completamente envolvida com crimes e violações de direitos humanos.

Conforme o documento, a GNB atua com brutalidade contra dissidentes do chavismo há pelo menos dez anos. As ações incluem prisões arbitrárias, tortura, espancamentos, estupros e violência sexual em centros de detenção.

O texto destaca que a corporação atua sob uma cadeia de comando centralizada, com ordens subordinadas a Maduro, que também comanda as Forças Armadas Bolivarianas.

“A tortura, os maus-tratos e os atos de violência sexual que verificamos — incluindo agressões e estupros — não foram incidentes isolados”, diz trecho do texto. “Fazem parte de um padrão de abuso usado para punir e destruir as vítimas.”

María Corina foge por mar agitado e sofre fratura durante travessia

Enquanto o regime intensifica a repressão, a opositora María Corina Machado permanece em Oslo, na Noruega. Ela deixou o país depois de uma fuga clandestina que durou mais de 13 horas e incluiu disfarces e travessia marítima em condições extremas.

A operação, segundo aliados, foi necessária para garantir sua segurança depois novas ameaças de Maduro. Durante a fuga, María Corina sofreu uma fratura vertebral. A lesão ocorreu no trecho da viagem feito em um barco de pesca, que enfrentou mar agitado.

+ Leia também: “Papa repudia atentado antissemita em Sydney”

No entanto, apesar do diagnóstico, a assessoria de María Corina afirmou que ela segue comprometida com seu trabalho e pretende retornar à Venezuela.

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3 comentários
  1. Roberto Lopes Bezerra
    Roberto Lopes Bezerra

    Os heróis sempre fazem o que ninguém mais tem coragem de fazer! Sucesso Corina

  2. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    As atitudes de Maduro demonstram que ele não está nem um pouco preocupado como a teatral demonstração de força do Trump. Já passou da hora do Trump tomar uma decisão: ou conclui de vez o que começou a fazer, ou vai saindo de fininho dizendo que a movimentação de navios, soldados, aviões, foi apenas um exercício tático.

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