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Corina quer que Brasil pressione Maduro a libertar reféns 

Líder opositora exige posição mais firme ante a violência da ditadura venezuelana; ex-refém morre dois meses depois de conseguir liberdade condicional

Fernando Mottola, que denunciou a fraude na reeleição de Nicolás Maduro: morto dois meses depois de deixar asilo na embaixada argentina sob custódia brasileira | Foto: Reprodução/Twitter/X
Fernando Mottola, que denunciou a fraude na reeleição de Nicolás Maduro: morto dois meses depois de deixar asilo na embaixada argentina sob custódia brasileira | Foto: Reprodução/Twitter/X

A líder opositora ao regime ditatorial na Venezuela, María Corina, aumentou o tom contra o Brasil no que se refere principalmente a uma posição diplomática mais firme. A ex-deputada quer que o governo Lula da Silva articule uma frente regional de países para exigir de Nicolás Maduro a libertação de cinco reféns.

Corina segue reclusa em um local sob sigilo. A estratégia visa proteger a sua vida de um eventual perseguição sob o comando de Maduro. Apesar das restrições, a ex-deputada não deixa de se manifestar. Corina demonstra preocupação sobretudo com o estado de saúde de cinco líderes aliados que há quase um ano estão sob asilo na embaixada argentina em Caracas.

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Corina fala em tortura e risco de morte

O espaço diplomático está sob a tutela do Brasil, que até o momento, segundo ela, tem sido complacente com a situação. “É evidente que é preciso colocar mais pressão”, disse em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo por chamada de vídeo. Corina quer que Brasília ajude na libertação dos reféns.

“Estamos diante de uma situação de violação de todos os direitos humanos de cinco pessoas. Elas são objeto de tortura e não sabemos até quando vão resistir. Maduro transformou aquela embaixada em uma prisão, e os asilados, em reféns. Já é um tema de vida ou morte”, definiu. Dois meses depois de deixar essa mesma embaixada sob liberdade condicional, Fernando Mottola, outro líder da oposição, morreu nesta quarta-feira, 26.

Há relatos de que o gerador que fornecia energia elétrica aos asilados não funciona mais. Do mesmo modo, o fornecimento de água é instável, e os alimentos na geladeira apodrecem. Para recarregar seus celulares e assim se manterem comunicáveis, os reféns usam uma pequena placa de energia solar. Desde agosto, quando funcionários consulares argentinos foram expulsos do país, eles são os únicos na residência.

“Sou muito grata ao governo do Brasil por assumir a responsabilidade da embaixada, mas a verdade é que a situação da vida dos reféns neste momento é muito crítica”, diz María Corina. “A pressão precisa envolver mais países, precisa ser uma exigência regional em unidade. E acredito que o Brasil pode perfeitamente liderar isso”.

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2 comentários
  1. O BELFORROXENSE
    O BELFORROXENSE

    Pobre Corina, infelizmente esperar que o amigão do Maduro, o Luladrão, que sonha em se tornar Ditador igual, vai ir contra seu brother, jamais! Ele está tentando a todo custo, e conseguindo, nos tornar uma nova Venezuela, ou pior…

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