Depois de uma tentativa de furar o bloqueio marítimo imposto sobre Gaza, uma flotilha internacional de ativistas foi interceptada pela Marinha de Israel nas proximidades de Creta, a mais de mil quilômetros do litoral israelense. A operação ocorreu na noite desta quarta-feira, 29, com base em informações oficiais e relatos dos próprios participantes.
The driving force behind the flotilla provocation is Hamas – joining hands with professional provocateurs – with the aim of sabotaging President Trump’s peace plan transition to its second phase and intended to divert attention from Hamas’s refusal to disarm.
Following UN…— Israel Foreign Ministry (@IsraelMFA) April 29, 2026 Receba nossas atualizações
Segundo dados divulgados pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel na manhã desta quinta-feira, 30, militares detiveram cerca de 175 ativistas e interceptaram 21 das 58 embarcações que compunham a Global Sumud Flotilla. Em ações anteriores, abordagens desse tipo costumavam ocorrer mais próximas à costa de Gaza.
Reações e alegações divergentes
Os organizadores da flotilha liberaram imagens em que um oficial israelense orienta: “Se desejam entregar ajuda humanitária a Gaza, podem fazê-lo pelos canais estabelecidos e reconhecidos”. “Por favor, mudem de curso e retornem ao porto de origem”, disse o militar. “Se estiverem carregando ajuda humanitária, são convidados a seguir para o Porto de Ashdod.”
Autoridades de Israel informaram que os barcos restantes receberam ordens para recuar ou seguir até Ashdod. Lá, possíveis suprimentos passariam por inspeção antes do envio a Gaza. Caso insistam em seguir para Gaza, a Marinha prometeu impedir o avanço.
This is the “medical aid” found aboard the PR stunt flotilla: condoms and drugs pic.twitter.com/RKiHrGLWfw
— Israel Foreign Ministry (@IsraelMFA) April 29, 2026
Um vídeo compartilhado pelo Ministério das Relações Exteriores mostra “camisinhas e drogas” como itens encontrados em uma das embarcações apreendidas. Já os ativistas denunciaram uma “raide violenta em águas internacionais”, ao alegarem que as forças israelenses danificaram deliberadamente vários barcos da flotilha.
Sanções e debate sobre o bloqueio

Nesta quarta-feira, 29, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, anunciou sanções contra o financiamento coletivo da Global Sumud Flotilla. Ele afirmou que o recurso era “organizado pela organização terrorista Hamas, em cooperação com outras organizações internacionais e sob o pretexto de uma flotilha de ajuda humanitária”.
“A imposição das sanções à campanha de financiamento coletivo constitui um passo importante para interromper as fontes de financiamento da flotilha”, disse. Katz ainda explicou que a medida tem o objetivo de “dissuadir doadores de contribuírem para uma organização terrorista”.
Leia também: “Muito além do campo de batalha”, artigo de Miriam Sanger publicado na Edição 319 da Revista Oeste
Desde 2007, quando o Hamas assumiu o controle de Gaza depois de um conflito com rivais palestinos, Israel e Egito mantêm diferentes níveis de bloqueio ao território. Israel justifica o bloqueio como estratégia para impedir o contrabando de armas, especialmente depois do ataque de 7 de outubro de 2023, que deu início à guerra em Gaza.
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