O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, conduz decisões de governo mesmo com ferimentos graves sofridos em um ataque aéreo ocorrido em Teerã. Três fontes próximas ao círculo interno afirmaram à agência Reuters que ele permanece lúcido, mas apresenta desfiguração no rosto e possíveis lesões nas pernas.
O bombardeio atingiu o complexo do líder supremo em 28 de fevereiro, no centro da capital iraniana, e resultou na morte de Ali Khamenei, pai de Mojtaba.
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Fontes ouvidas pela agência relataram que Mojtaba, de 56 anos, continua ativo nas decisões estratégicas. Ele participa de reuniões por áudio e acompanha discussões sobre o conflito e negociações com Estados Unidos.
No entanto, a falta de imagens, vídeos ou áudios desde o ataque levanta dúvidas sobre a real condição do ditador. O regime islâmico não divulgou boletins oficiais sobre os ferimentos, e um apresentador da TV estatal descreveu o líder como “janbaz”, termo usado para pessoas gravemente feridas em combate.
O cenário ocorre em meio a negociações de paz entre Irã e EUA, iniciadas em 11 de março em Islamabad, no Paquistão. A condição física do líder e sua capacidade de comando permanecem incertas para o público.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, declarou em 13 de março que Mojtaba estava ferido e possivelmente desfigurado. Uma fonte com acesso à inteligência norte-americana afirmou à Reuters que ele teria perdido uma perna.
Mojtaba não detém a mesma autoridade dos antecessores
O líder supremo concentra o poder máximo no sistema político iraniano. Uma assembleia de 88 aiatolás escolhe o ocupante do cargo, que supervisiona o presidente e controla estruturas como a Guarda Revolucionária.
Ruhollah Khomeini, primeiro líder do regime, exerceu autoridade ampla depois da revolução islâmica de 1979. Seu sucessor, Ali Khamenei, consolidou influência ao longo de décadas, inclusive com o fortalecimento das forças militares.
Fontes iranianas indicaram à Reuters que Mojtaba não possui o mesmo nível de autoridade. Durante a guerra, a Guarda Revolucionária ampliou o protagonismo nas decisões estratégicas e apoiou sua ascensão ao poder.
Ali Khamenei questionava capacidade do filho para governar o Irã
Segundo o periódico norte-americano, o muçulmano chegou a realizar “investidas sexuais agressivas” contra profissionais que acompanhavam seu tratamento médico depois do bombardeio de fevereiro.
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O jornal também revelou que, com a intensificação dos conflitos no Oriente Médio, Ali Khamenei demonstrava preocupação com a aptidão do filho para governar a República Islâmica — em virtude da impotência sexual e da possível homossexualidade.






































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