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A menos de um mês das eleições, Venezuela retoma diálogo com os Estados Unidos

Em seu programa de televisão, o ditador Nicolás Maduro afirmou que quer 'superar o conflito brutal e estéril' com o país norte-americano

Nicolás Maduro
Ditadura de Maduro exige que as negociações sejam públicas | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

A Venezuela e os Estados Unidos vão retomar negociações a menos de um mês das eleições presidenciais no país sul-americano. O anúncio foi feito pelo ditador Nicolás Maduro na segunda-feira 1º, cerca de dois meses depois de Washington restabelecer sanções ao setor petrolífero de Caracas.

“Quero superar esse conflito brutal e estéril com eles. Recebi a proposta, por dois meses ininterruptos, de retomar o diálogo direto com o governo dos EUA”, afirmou Maduro, durante seu programa de televisão. “Decidi que, na próxima quarta-feira, 4, as conversas com o governo dos EUA serão retomadas para que os acordos do Catar sejam cumpridos, que sejam diálogos públicos e que não sejam escondidos.”

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No final do ano passado, Caracas e Washington mantiveram negociações secretas no Catar, conforme revelou o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. As conversas resultaram na troca de prisioneiros, com a libertação de Alex Saab pelos EUA e de 28 prisioneiros pela Venezuela, incluindo dez americanos.

Maduro informou que, depois de pensar por dois meses, decidiu retomar as negociações diante de uma nova proposta de Washington. Jorge Rodríguez e Héctor Rodríguez, governador do Estado de Miranda, representarão o regime venezuelano nas negociações.

As negociações no Catar em 2023 ocorreram ao mesmo tempo que um diálogo entre o regime e a oposição venezuelana em Barbados, onde foram definidas as condições das eleições presidenciais.

As eleições da Venezuela

maría corina machado
A líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado, durante um comício com populares | Foto: Reprodução/Twitter/X/@MariaCorinaYA

As eleições na Venezuela estão programadas para o final de julho de 2024. Maduro busca um terceiro mandato. O acordo em Barbados, mediado pela Noruega e com participação fundamental de Washington, incluiu a definição de uma data para a eleição e a presença de observadores internacionais.

Em abril, o país norte-americano retomou as sanções ao setor energético da Venezuela depois de avaliar que Caracas havia descumprido o acordo ao desqualificar a principal líder da oposição, María Corina Machado, e impedir a inscrição de sua substituta, Corina Yoris.

Com o apoio de María Corina, a oposição nomeou o diplomata Edmundo González Urrutia como candidato. Washington condicionou a suspensão das sanções à habilitação de todos os opositores, mas Caracas considerou a ação uma forma de tutela.

A Casa Branca também criticou as detenções de 46 opositores ocorridas nos últimos seis meses e a retirada do convite à União Europeia para observar o pleito.

“Essa ação vai contra os compromissos assumidos em Barbados em outubro de 2023 para apoiar a integridade do processo eleitoral”, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller, no final de maio.

A retirada do alívio às sanções contrasta com a política de reengajamento do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, com o regime de Maduro, especialmente depois do início da guerra na Ucrânia.

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4 comentários
  1. Christian
    Christian

    Da boca do Maduro só restará sair formigas o dia em que esete marginal cair.

  2. David S
    David S

    O Paquiderme, Moraes, está demonstrando desespero, diante dos fatos……

  3. Oswaldo Galvão Carvalho
    Oswaldo Galvão Carvalho

    será que, em sã consciência, alguém nos USA acredita neste golpista, desonesto, malandro e boçal ?
    não percam tempo pois o caminho é outro. P.ex., boicote a produtos Venezuelanos ou bloqueio econômico total bastam.
    em pouco tempo alguém com lucidez mata o miserável.

  4. OTNIP M. IAVI
    OTNIP M. IAVI

    Sinceramente esperamos que o Povo da Venezuela termine arrastando esse corpinho gordo por Caracas. TREMENDO DEMONIO. Mula Kadafi foi empalado com um bom e lubrificado cano de fuzil, na hora certa o povo oprimido tem uma imensa criatividade. Ate hoje ninguem superou os italianos, que enforcaram o cerdo e depois deixaram para visitaçao publica ate que estivessem totalmente podres.

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