A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), nesta semana, precisou explicar como seus dois maquiadores foram parar na folha de pagamentos do Congresso. Ronaldo Cesar Camargo Hass e Índy Cunha Montiel da Rocha recebem, respectivamente, R$ 9,67 mil e R$ 2,12 mil da verba de gabinete a que a deputada tem direito.
As informações estão disponíveis no próprio site da Câmara dos Deputados, em que Hass e Rocha constam oficialmente como secretários parlamentares — apesar de, nas redes sociais de ambos, haver apenas a divulgação do trabalho como maquiadores. Erika Hilton aparece constantemente nas publicações, mas como cliente.
Receba nossas atualizações
+ Leia mais notícias da Imprensa em Oeste
Ainda assim, a deputada do Psol classificou notícias sobre o assunto como “invenção” e “perseguição”. A reação, “previsivelmente indignada, não reduz o problema essencial: há um cheiro evidente de patrimonialismo”, comentou o jornal O Estado de S. Paulo, em editorial publicado nesta sexta-feira, 27.
MEU DEUS ESTOU PASSANDO MAL
— ERIKA HILTON (@ErikakHilton) June 22, 2025
Aproveitei que estava em atividades política em Portugal e vim para Paris ver a queen Beyoncé
Acabo de receber a notícia de que fui notada pela equipe da rainha e eles estão me oferecendo um lugar para assistir ao show mais de perto
Estou me…
O caso de Erika Hilton não é exceção, uma vez que o Congresso Nacional está repleto de parlamentares com parentes e amigos na condição de assessores.
“No entanto, a sra. Erika Hilton merece esta nota porque seu caso pode ser tomado como exemplo da hipocrisia dos que posam de campeões dos pobres e oprimidos mas não resistem às regalias proporcionadas pela atividade política”, destaca o Estadão. “Sendo a sra. Erika Hilton uma estrela do Psol, partido que se apresenta como a reserva moral da nação, a contradição fica ainda maior.”
Justificativa de Erika Hilton não convence
Em meio à polêmica, Erika Hilton tentou se justificar. A deputada escreveu no X que os dois maquiadores são, de fato, secretários parlamentares, que a assessoram em comissões e audiências e “prestam um serviço incrível”. A produção do cabelo e maquiagem, diz Erika, só acontece “quando podem”.
No entanto, as próprias redes sociais de Hass e Rocha contradizem esse argumento. Não há nenhum registro do exercício de outra atividade profissional que não a de maquiadores.
Mesmo se houvesse, afirma o Estadão, Erika Hilton ainda teria o dever de se explicar. Afinal, assessores são, na prática, servidores públicos e servem a um mandato, e não a uma pessoa e suas necessidades pessoais.
A parlamentar, entretanto, reagiu com o “habitual recurso da perseguição política, adornado por uma flagrante arrogância de quem se considera acima do bem e do mal”, diz o editorial. “Não, meus amores, eu não contrato maquiador com verba de gabinete”, escreveu Erika no X, creditando a acusação a uma “revanche” de adversários supostamente atingidos por seu trabalho.
Não, meus amores, eu não contrato maquiador com verba de gabinete. Isso é simplesmente uma invenção.
— ERIKA HILTON (@ErikakHilton) June 24, 2025
O que eu tenho são dois secretários parlamentares que, todos os dias, estão comigo e me assessoram em comissões e audiências, ajudam a fazer relatórios, preparam meus briefings,…
Todo deputado é obrigado a prestar contas do que faz com o dinheiro que recebe. Uma parlamentar como Erika Hilton, que exerce o mandato “com fúria vestal e com o dedo em riste contra supostos malfeitos” deveria, portanto, entender uma cobrança ainda mais pesada, diz o Estadão.
Se a deputada do Psol estiver mesmo preocupada com sua imagem, conclui o jornal, não basta contratar maquiadores como assessores. É preciso respeitar os eleitores e os contribuintes.






































Vejam o complexo de inferioridade, precisou usar um nome típico americano. Considerando sua tendência esquerdista poderia ser Maria da Silva. Naturam expellas furca tamen usque recurret..
Como todo esquerdista, adora gastar dinheiro… dos outros!