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Economia

Um tombo de R$ 132 bilhões

Como a Stone, fintech brasileira de meios de pagamento, perdeu 88% de valor de mercado

Mesmo com a Black Friday, varejo registra queda de 1,6% em novembro
Mesmo com a Black Friday, varejo registra queda de 1,6% em novembro

Depois de uma rápida ascensão no mercado de pagamentos, a fintech Stone perdeu R$ 132 bilhões em valor de mercado. A companhia, fundada em 2014, com sede em São Paulo, viu as ações caírem 88% até quinta-feira 17.

A queda

Depois de chacoalhar o setor de pagamentos brasileiro, a Stone procurou focar no que prometia ser uma operação ainda mais lucrativa: a concessão de crédito.

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Ao longo dos últimos anos, a empresa começou a emprestar para pequenos e médios negócios no Brasil. No entanto, a companhia subestimou os riscos e a inadimplência explodiu, forçando a Stone a interromper a operação no ano passado. Desde então, os problemas têm crescido. E os investidores, ficado cada vez mais impacientes.

Crescimento no mercado brasileiro

A Stone ganhou espaço no mercado brasileiro ao oferecer um jeito barato e fácil para os comerciantes aceitarem compras com cartão. Isso deu à empresa uma ideia de quanto esses negócios faturavam, o que permitiu com que a Stone estimasse suas receitas futuras e concedesse empréstimos com base nessas projeções.

Em troca, os recebíveis de cartão de crédito seriam usados para pagar a dívida. Só que o que parecia um jeito simples de extrair mais receita — de seus mais de 1,4 milhão de clientes — não deu certo. O Brasil foi atingido pela pandemia de coronavírus, as taxas de juros subiram e a inflação se manteve persistentemente elevada.

Para a Stone, foi uma combinação perigosa

Os clientes foram afetados pelas restrições nas vendas e o “abre e fecha” dificultou ainda mais as operações. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, Thiago Piau, CEO da Stone, disse que “a fuga de garantias se intensificou com a evolução da pandemia, uma vez que o lockdown pressionou o fluxo de caixa dos lojistas e, assim, vários buscaram formas de não pagar seus créditos”.

A empresa interrompeu a concessão de crédito em agosto de 2021. O CEO disse que “ajustes estão sendo feitos para a retomada desse produto, tanto do ponto de vista da oferta em si quanto dos controles necessários para escalar a operação”.

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3 comentários
  1. Dilson Aparecido De Moraes
    Dilson Aparecido De Moraes

    Concessão de crédito no Brasil não é para amadores.
    Explorar um nicho que tinha um dos maiores custos para o empresário brasileiro, quando se fala de fluxo de pagamento. Com isso foi fácil ganhar mercado e ganhar dinheiro. Agora emprestar, pensado que poderia aplicar a mesma sistemática, não levando em consideração o risco e as leis brasileiras relacionadas a inadimplentes é outra coisa. 😉
    Agora usar a pandemia como bode expiatório, levando a culpa, entendo que não seja esse o caminho, não em sua totalidade.
    Se bem que o: … fique em casa, que a economia se vê depois…, foi lastimável.

  2. Enoch Bruder
    Enoch Bruder

    Fique em casa… a economia agente vê depois!!!😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂

    1. carlos roberto de moura
      carlos roberto de moura

      Boa, Enoch! Os prejudicados devem processar os responsáveis pelos trancamentos.

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