O governo de São Paulo divulgou os valores de referência que servirão de base para o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de 2026. A Secretaria da Fazenda e Planejamento usou dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas para atualizar os preços médios dos veículos no Estado.
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A cobrança começa em janeiro de 2026. O vencimento varia conforme o final da placa. O contribuinte pode quitar o imposto em cota única, com abatimento no primeiro mês, ou dividir o valor em até cinco parcelas mensais.
A atualização da tabela indica aumento médio de 2,51% nos preços de mercado, na comparação com levantamentos recentes. Esse movimento tende a elevar o imposto em relação ao ano anterior.
Alíquotas e possível isenção do IPVA
As alíquotas seguem inalteradas. Automóveis pagam 4% do valor venal. Motocicletas, motonetas, ônibus, micro-ônibus e caminhonetes com cabine simples recolhem 2%. Caminhões ficam em 1,5%. Veículos de locadoras registradas no Estado têm taxa de 1%.
O Executivo paulista enviou à Assembleia Legislativa um projeto que prevê isenção para motos, ciclomotores e motonetas de até 150 cilindradas. A proposta vale apenas para pessoas físicas com documentação regular e depende de aval dos deputados.
O calendário estabelece que a primeira parcela ou a cota única vencem em janeiro, conforme o número final da placa. Quem paga integralmente nesse mês recebe desconto de 3%. A quitação em fevereiro não tem abatimento. O parcelamento segue até maio. Caminhões contam com cronograma próprio, com opção de pagamento integral em janeiro ou vencimento único em abril, além de parcelas entre março e setembro.
O recolhimento pode ocorrer na rede bancária credenciada, com o número do Registro Nacional de Veículos Automotores. O Estado prioriza o Pix, com QR code gerado no site da Fazenda, válido em centenas de instituições. Há ainda pagamento por aplicativos bancários, caixas eletrônicos, lotéricas e cartão de crédito, por empresas autorizadas.
O atraso gera multa diária e juros pela taxa Selic. A inadimplência bloqueia o licenciamento e pode levar à inscrição do débito na dívida ativa, além de sanções de trânsito.
Entre os valores mais altos, o levantamento aponta uma Ferrari Daytona SP3, de 2023, avaliada em R$ 18,29 milhões. No extremo oposto, aparece um Engecart Nativo Off Road, de 2009, com valor venal pouco acima de R$ 5 mil. Há também variações expressivas em camionetas, caminhões, ônibus e motocicletas, conforme o modelo e o ano de fabricação.
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