A arrecadação de impostos no Brasil atingiu um patamar inédito em janeiro, somando R$ 325,8 bilhões. O resultado, divulgado pela Receita Federal nesta terça-feira, 24, representa um salto real de 3,56% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Trata-se do maior volume de recursos já extraído da economia pelo Fisco desde que a série histórica foi iniciada, há 31 anos.
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O desempenho recorde é fruto da estratégia do governo Luiz Inácio Lula da Silva de expandir a receita para tentar equilibrar o Orçamento. O avanço combina a atividade econômica com uma série de medidas fiscais implementadas nos últimos meses para elevar a entrada de recursos nos cofres da União.
Alta sobre capitais e novas taxações
O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) liderou as altas, com um crescimento real de 49,05%, despejando R$ 8 bilhões no Tesouro Nacional após o aumento das alíquotas. Outro pilar do recorde foi o Imposto de Renda sobre rendimentos de capital, que subiu 32,56%, somando R$ 14,68 bilhões. O fisco também começou a colher os frutos da regulamentação das apostas on-line, que gerou R$ 1,5 bilhão em apenas um mês.
No setor produtivo, a arrecadação previdenciária avançou 5,48%, atingindo R$ 63,45 bilhões, favorecida pelo aumento da massa salarial. Já os tributos sobre o consumo, PIS/Pasep e Cofins, renderam R$ 56 bilhões. De acordo com os dados oficiais, o volume de serviços prestados cresceu 3,45%, enquanto as vendas no comércio subiram 2,84% no período.
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