O dólar comercial fechou, nesta quarta-feira, 19, cotado a R$ 5,44. Esse é o maior valor desde 4 de janeiro de 2023, quando a moeda atingiu R$ 5,45. Durante o dia, a cotação chegou a R$ 5,48, o maior nível em dois anos.
Com o feriado nos Estados Unidos e a baixa liquidez nos mercados globais, os investidores se mantiveram cautelosos antes da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom).
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A expectativa de manutenção da Selic em 10,5% se confirmou. No entanto, analistas estarão atentos ao posicionamento do Banco Central (BC), depois de recentes declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em entrevista à Rádio CBN, Lula criticou o BC e qualificou o comportamento da instituição como a única coisa “desajustada” na economia do país.
Além disso, ele acusou o presidente do BC, Roberto Campos Neto, de ter um “lado político”. Depois dessas declarações, o dólar alcançou R$ 5,44, o maior valor do ano até então.
Declarações de Lula fizeram o dólar subir
Na semana anterior, Lula afirmou que “o aumento da arrecadação e a queda da taxa de juros permitirão alcançar a meta de déficit sem comprometer os investimentos”. Essa outra declaração gerou desconforto no mercado, visto como tentativa de influenciar o BC.
Na última reunião do Copom, em maio, membros indicados pelo governo votaram por uma redução maior da Selic, diferentemente dos diretores da gestão Bolsonaro. Essa decisão gerou receios de que a nova diretoria seja mais leniente com a inflação.
O futuro do Banco Central e a influência do governo
Roberto Campos Neto deixará o cargo de presidente do BC no próximo ano, e um nome indicado pelo governo assumirá. Com isso, a diretoria da Copom será majoritariamente composta de indicados de Lula.








































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