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Economia

Contas externas do Brasil registram déficit de R$ 36 bilhões em agosto

Este é o o pior resultado para o mês em uma década

Taxa de juros subiu para 12,25% | Foto: Marcello Casal/Agência Brasil
Para 2027, os economistas mantiveram a estimativa em 10,50% | Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

As contas externas do Brasil registraram um déficit de US$ 6,6 bilhões (cerca de R$ 36,2 bilhões) em agosto, de acordo com o Banco Central (BC). O órgão divulgou os dados em seu relatório de estatística do setor externo, nesta quarta-feira, 25.

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Este valor é significativamente maior do que o déficit de US$ 969 milhões (cerca de R$ 5,3 bilhões) registrado em agosto de 2023 e representa o pior resultado para o mês em uma década.

Déficit acumulado e investimentos estrangeiros

Nos últimos 12 meses, o déficit acumulado nas contas externas atingiu US$ 38,6 bilhões (mais de R$ 212 bilhões), o que corresponde a 1,75% do Produto Interno Bruto (PIB).

Em julho, esse valor era de US$ 33 bilhões (1,49% do PIB) e, em agosto de 2023, de US$ 32,2 bilhões (1,54% do PIB). Os investimentos estrangeiros diretos no Brasil também apresentaram um crescimento de 14,3%.

Balança comercial e exportações

Por outro lado, a balança comercial registrou um superávit de US$ 4 bilhões (R$ 21,7 bilhões) em agosto, uma queda em comparação com o superávit de US$ 8,8 bilhões (R$ 48,3 bilhões) no mesmo período do ano anterior.

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As exportações brasileiras somaram US$ 29,2 bilhões (R$ 160,3 bilhões) em agosto, uma redução de 6,8% em relação ao mesmo mês de 2023.

Importações e balança comercial

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Balança comercial registrou um superávit de US$ 4 bilhões (R$ 21,7 bilhões) em agosto | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

As importações, por sua vez, subiram 12%, totalizando US$ 25,2 bilhões (R$ 138 bilhões). A balança comercial mede a diferença entre as exportações e importações de mercadorias, resultando em superávit quando o país exporta mais do que importa e em déficit no caso contrário.

Déficit na conta de serviços

O déficit na conta de serviços foi de US$ 4,7 bilhões (R$ 25,8 bilhões) em agosto, um aumento de 53,4% em comparação ao déficit de US$ 3,1 bilhões (R$ 17 bilhões) registrado em agosto de 2023.

As despesas líquidas aumentaram em diversos setores como:

  • serviços de transportes (49,3%, US$ 1,5 bilhão);
  • propriedade intelectual (56,4%, US$ 787 milhões);
  • telecomunicações, computação e informações (44,7%, US$ 580 milhões); e
  • viagens internacionais (24,6%, US$ 766 milhões).

Renda primária

Já a renda primária teve um déficit de US$ 6,2 bilhões (R$ 34 bilhões) em agosto, o que representa uma redução de 12,1% em relação ao déficit de US$ 7 bilhões (R$ 38,4 bilhões) registrado em agosto de 2023.

Os dados completos podem ser conferidos no relatório do Banco Central, divulgado nesta quarta-feira.

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