A valorização do dólar nos últimos dias, que subiu 12% em junho, aumentou a defasagem nos preços da gasolina e do diesel no Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem já chega a 9% em comparação com o mercado internacional.
“Com a ligeira valorização no câmbio e principalmente nos preços de referência da gasolina e do óleo diesel no mercado internacional no fechamento do dia útil anterior, o cenário médio de preços está abaixo da paridade para o óleo diesel e para gasolina. A defasagem média de -9% no óleo diesel e de -9% para a gasolina”, informou a Abicom, em nota.
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Essa discrepância nos preços nacionais em relação ao exterior é a maior desde abril. A Abicom monitora os preços nas principais unidades de produção da Petrobras e na Acelen, dona da refinaria baiana de Mataripe, que foi privatizada. No caso da Acelen, a defasagem atual é menor: 5% na gasolina e 6% no diesel.
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Defasagem da gasolina e do diesel chega a 12% em Araucária
Na quarta-feira 20, a Acelen aumentou os preços dos dois combustíveis, enquanto a Petrobras não ajusta os preços desde 2023.
Em algumas unidades da Petrobras, a diferença é ainda maior. Em Araucária, o preço praticado na refinaria é 12% menor que o valor internacional, informou a Abicom.
Em nota, a Abicom informou que o preço de paridade de importação (ppi) foi calculado usando como referência os valores para gasolina, óleo diesel, câmbio, RVO e frete marítimo nas cotações, considerando os fechamentos do mercado na segunda-feira 17.
Segundo a associação, os preços médios dos dois combustíveis “operam abaixo da paridade em todos os polos analisados”.





































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