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Economia

Apesar da atuação do BC, dólar fecha com alta, a R$ 5,79

Demora do governo Lula em apresentar um pacote fiscal colaborou para a pressão sobre a moeda norte-americana

Durante a tarde, a moeda norte-americana atingiu seu valor máximo do dia, cotada a R$ 5,8167, um aumento de 0,75% | Foto: Reprodução/X

O dólar subiu perante o real na quarta-feira 13, apesar da atuação do Banco Central (BC), que injetou US$ 4 bilhões no mercado por meio de leilões realizados no período da tarde. Essa movimentação se deu enquanto o dólar se fortalecia globalmente, em um fenômeno conhecido como “Trump trade“.

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fez pronunciamentos no final do dia que ajudaram a aliviar a pressão sobre a moeda. Pela manhã, o Banco Central planejava dois leilões de linha, que envolvem a venda de dólares com compromisso de recompra futura.

No entanto, problemas operacionais levaram ao cancelamento desses leilões, o que gerou incertezas entre investidores e aumentou a demanda pelo dólar. Mesmo com a realização dos leilões mais tarde, a moeda norte-americana continuou em alta.

Impacto dos indicadores econômicos dos EUA sobre o dólar

Os indicadores econômicos dos Estados Unidos também influenciaram o mercado. O índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,2% em outubro, conforme esperado pelos analistas. Essa estabilidade nos dados contribuiu para o fortalecimento da moeda globalmente.

Ao final do dia, o dólar à vista registrou alta de 0,32%, cotado a R$ 5,7917. O dólar turismo foi negociado a R$ 5,785 para compra e R$ 5,965 para venda, enquanto o comercial ficou em R$ 5,790 para ambas as operações.

Expectativas frustradas e nervosismo no mercado

Na parte da manhã, esperava-se uma queda no dólar, devido aos leilões do BC. Essas operações são comuns no final do ano para atender a demandas de empresas e fundos que enviam lucros ao exterior.

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Contudo, o cancelamento inesperado, anunciado por “problemas operacionais”, gerou nervosismo no mercado, promovendo a valorização da moeda norte-americana. O Banco Central, mais tarde, conseguiu realizar os leilões, ofertando US$ 2 bilhões de com recompra para 2 de abril, 2025, e outros US$ 2 bilhões para 2 de julho, 2025.

Influência externa e políticas internas interferem no dólar

Apesar dessa intervenção, o dólar continuou em alta, revelando que fatores externos tinham maior influência. A vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, na semana passada, trouxe expectativas de políticas tarifárias que poderiam beneficiar a moeda.

A vitória de Donald Trump nas eleições dos EUA trouxe expectativas positivas sobre a moeda | Foto: Jonah Elkowitz/Shutterstock

Além disso, a demora do governo Lula em apresentar um pacote fiscal também colaborou para a pressão sobre o dólar. Durante a tarde, a moeda norte-americana atingiu seu valor máximo do dia, cotada a R$ 5,8167, um aumento de 0,75%.

No entanto, depois das declarações de Haddad sobre a intenção de ajustar o Orçamento conforme as regras fiscais, o dólar voltou a operar abaixo de R$ 5,80. No cenário externo, o índice do dólar, que avalia o desempenho da moeda ante uma cesta de seis divisas, subiu 0,47%, alcançando 106,490. As informações são da agência Reuters.

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