O futuro da Warner Bros. virou alvo de uma disputa política nos Estados Unidos. O jornal New York Post revelou, nesta terça-feira, 3, que Donald Trump pretende atrapalhar a venda do estúdio para a Netflix. De acordo com a publicação, o presidente norte-americano não aceita que a plataforma de streaming assuma o controle de uma das empresas mais tradicionais do cinema. Ele considera a plataforma como a “casa da família Obama”.
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Fontes ligadas à Casa Branca afirmam que Trump enxerga a transação como um benefício político para seus rivais. O republicano quer favorecer seu amigo e aliado Larry Ellison no processo. O magnata da tecnologia financiou a fusão da Paramount com a Skydance Media em agosto do ano passado. A Paramount também apresentou uma proposta de compra pela Warner e conta com a simpatia do governo dos EUA.
Histórico de investigações e rivalidade
A tensão entre Trump e a Netflix é antiga. Durante seu primeiro mandato, em 2018, ele pediu uma investigação financeira sobre o contrato da produtora Higher Ground. A empresa pertence a Barack e Michelle Obama e mantinha exclusividade com a plataforma na época. Embora o contrato não seja mais exclusivo hoje, a associação entre a marca e os democratas ainda incomoda o atual presidente.
A relação pessoal entre as famílias também se deteriorou recentemente. A ex-primeira-dama Michelle Obama não compareceu à segunda posse de Trump, em janeiro. O episódio intensificou a “guerra velada” entre os políticos. O presidente garantiu que terá um papel ativo na forma como o governo analisará a regulação do negócio.
Pautas “progressistas” e conexões diplomáticas na Netflix
O perfil editorial da Netflix também pesa na decisão de Trump. Conservadores criticam a empresa por promover “temas progressistas” em suas produções originais. Além disso, a gestão da companhia possui laços profundos com o Partido Democrata dos EUA. A companheira do CEO Ted Sarandos, Nicole Avant, atuou como embaixadora nas Bahamas durante a administração Obama.
A interferência presidencial pode mudar os rumos de Hollywood. Se Trump conseguir influenciar o desfecho, a Paramount, de Larry Ellison, ganhará força para consolidar um novo império de mídia. A estratégia visa a enfraquecer a influência cultural que o presidente norte-americano atribui aos seus adversários políticos.
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