A história foi contada pelo jornal britânico The Times. Em 1934 o jovem editor Allen Lane estava na estação de trem da cidade de Exeter, Inglaterra. Lane havia visitado uma amiga, a célebre Agatha Christie, e tinha uma longa viagem de volta a Londres pela frente.
Ele queria ler alguma coisa, e na estação só encontrou livros popularescos com capas apelativas. Allen Lane teve então a ideia que mudou sua vida — e o mercado global de livros. As pessoas deveriam ter acesso a livros de boa qualidade, em edições baratas, disponíveis em bancas e estações de trem. Segundo Lane, foi uma ideia “missionária e mercenária”.
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Em 1935 Lane lançou a Penguin Books, que se tornou a editora mais conhecida do mundo, com preços baratos e capas de bom gosto. Fundida com a não menos tradicional Random House, e integrante do conglomerado alemão de mídia Bertelsmann, alcançou vendas de US$ 6,5 bilhões no ano passado.

Atualmente a Penguin publica 1500 livros por ano. Desmentindo a ideia de que “as pessoas estão lendo menos”, suas vendas sobem cada vez mais. A editora soube se adaptar aos novos tempos e hoje está presente nos mercados de livros digitais e audiobooks.
Sua única concorrente de peso é a também britânica Delphi Classics, que só trabalha com e-books e oferece coleções completas de autores a preços absurdamente baixos. Mas o charme do pinguim é insuperável e deverá chegar ao seu primeiro século de existência.






































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