Um dos jogos de plataforma 2D mais conhecidos da Nintendo retornou com conteúdo inédito. Super Mario Bros. Wonder chega ao Switch 2 através de uma edição aguardada pelos fãs.
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A expansão “Vamos ao Parque Bellabel” adiciona desafios, focados tanto na campanha quanto no modo multijogador. A empresa tentou corrigir falhas antigas para expandir a diversão entre amigos para um jogo já conceituado pelo público.
O salto para o 4K no novo console
É necessário destacar primeiramente o ganho técnico proporcionado pelo hardware do Switch 2. A direção de arte original já possuía animações fluidas e cores vibrantes. Agora, a nova versão permite que a aventura rode em resolução 4K nas televisões modernas. Isso representa um salto expressivo, em relação ao limite de 1080p do console anterior. A nitidez extra faz os cenários psicodélicos parecerem desenhos animados interativos.
A principal novidade narrativa é a introdução do Parque Bellabel pelo Capitão Toad. Essas ruínas recém-descobertas foram rapidamente saqueadas pelos famigerados Koopalings durante a exploração. A campanha adiciona sete fases inéditas, nas quais o jogador é guiado para recuperar os tesouros. Essa mudança corrige diretamente a maior crítica do lançamento de 2023 sobre a repetição. Chega de pisotear o Bowser Jr. dezenas de vezes, pois os novos confrontos são mecanicamente complexos. Wendy, por exemplo, vira um peixe gigante que ataca o jogador através de portais dimensionais. Já Morton se transforma em um boneco colossal, controlado por cordas soltas, no cenário. O jogador precisa puxar essas cordas no momento certo para fazê-lo atacar a si mesmo.
Desafios no Parque e Novos Poderes
Para ajudar nas batalhas verticais, os desenvolvedores criaram o poder Vaso de Flores. Esse traje peculiar permite planar brevemente e atirar flores para o alto. Trata-se de um item útil contra inimigos aéreos, mas seu uso acaba sendo nichado. Ele fica restrito quase totalmente às fases da própria expansão.
O atrativo para os jogadores experientes está no Modo Desafio. Essas fases curtas impõem restrições difíceis, exigindo que o jogador colete moedas sob enorme pressão de tempo. Em algumas situações, será necessário terminar o trajeto inteiro sem tocar nos inimigos da tela. Esse modo exige precisão extrema e gera uma sensação de progresso muito gratificante. Como o reinício depois uma falha leva apenas dois segundos, a culpa recai sempre no jogador.
As vitórias rendem a Água Bellabel, que pode ser usada para desbloquear novos recursos. Um destaque óbvio vai para os Emblemas Duplos, capazes de combinar dois poderes simultâneos. Isso facilita a exploração do cenário de forma considerável para iniciantes. Porém, essa facilidade também corre o risco de desequilibrar a experiência principal da campanha.
O Foco no Multijogador
O multijogador é o ponto em que a expansão mostra sua real ambição e também seus tropeços. A atmosfera de festa criada pelos 15 minijogos locais rivaliza com a série Mario Party. O jogador participará de lutas com armas de bolhas, partidas de esconde-esconde e circuitos de corrida. Há também a possibilidade de alimentar um Yoshi até ele rolar pelo cenário.
O jogo inclui um uso inventivo do Modo Mouse dos Joy-Con 2, no formato cooperativo. Nesse minijogo, um participante desenha pontes para que o outro consiga atravessar o mapa. Rosalina entra como personagem jogável, acompanhada por Luma, no papel de assistente virtual. Um segundo jogador pode controlar Luma pelo cursor, para recolher moedas e derrotar inimigos menores.
A porção on-line para até 12 jogadores pareceu subdesenvolvida nesta versão. A oferta de minijogos na internet cai na mesmice e foca quase exclusivamente em corridas. A falta de opções controladas pela inteligência artificial agrava a situação atual. Sem adversários virtuais, o pacote perde parte do seu valor para os jogadores solitários.
Uma expansão interessante para novos jogadores
A nova versão de Super Mario Bros. Wonder exemplifica como agregar qualidade aos relançamentos. O salto visual para 4K no novo console realça a beleza intrínseca da obra. Os Koopalings roubam a cena entregando batalhas mais elaboradas e menos repetitivas. Além disso, os desafios propostos testarão a paciência dos veteranos em plataformas.
O modo multijogador local é uma adição caótica perfeita para dividir o sofá com os amigos. No entanto, os jogadores puristas do modo solo precisam calibrar as expectativas de longo prazo. Sem oponentes virtuais nos minijogos e com um on-line fraco, a expansão parece esparsa. As adições inéditas não segurarão os lobos solitários por muito tempo depois do fim da campanha.
Apesar dos escorregões na parte on-line, a compra desta edição ainda é recomendada. Esta é a versão definitiva do título para quem nunca experimentou o original.
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