Vincent (Benedict Cumberbatch) é o criador de um programa de bonecos ao estilo Vila Sésamo nos anos 1980. O programa faz sucesso, Vincent é casado e tem um filho de nove anos chamado Edgar, um menino criativo que segue seus passos.
De resto, tudo vai mal na vida de Vincent. Ele é alcoólatra, cocainômano, sofre de evidentes problemas psiquiátricos, seu casamento está desabando, e ele não sabe criar o filho direito. Insiste para que Edgar vá à escola sozinho. O menino vai, e desaparece. E então a vida de Vincent, coberto de culpa, começa realmente a ruir. Seu único amigo fiel é Eric – um bonecão imaginário criado pelo filho que sumiu.
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Eric (minissérie em seis episódios que estreou esta semana na Netflix) tem sua inevitável dose de mensagens woke. O problema dos “sem teto” é central na história e o herói é um detetive negro e gay. Mas o motor da série é a cabeça conturbada de Vincent que a cada capítulo fica mais e mais explosivo, querendo brigar com todo mundo enquanto bebe e cheira sem parar.
A minissérie traz uma excelente performance de um dos maiores atores de sua geração. O londrino Benedict Cumberbatch (o Doctor Strange da Marvel), usando sotaque americano, faz um trabalho excepcional escorregando para a loucura enquanto conversa com seu amigo imaginário e briga com todo o resto do mundo. Ele é a principal razão para se assistir aos sombrios seis episódios de Eric.
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