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Pernambuco: sobe para 106 o número de mortos por chuvas

Estado já contabiliza mais de 6 mil desabrigados; 24 municípios estão em situação de emergência

Pernambuco
Forças de segurança atuando em áreas de deslizamento para resgatar vítimas | Foto: Corpo de Bombeiros de Pernambuco/Dibulgação

As chuvas que continuam no Estado de Pernambuco já vitimaram mais de 106 pessoas desde a quarta-feira 25. A informação foi atualizada pelo Corpo de Bombeiros nesta terça-feira, 31, quando foram achadas mais seis vítimas de deslizamento.

Três pessoas foram encontradas na Vila dos Milagres, no bairro do Barro, e outras três em Jardim Monte Verde, entre Jaboatão dos Guararapes e o Recife. No caso da capital, as buscas foram encerradas, pois todos os desaparecidos foram encontrados.

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Os corpos estão sendo encaminhadas ao Instituto Médico Legal, onde serão feitas as perícias para identificação, assim como procedimentos de medicina legal, acolhimento e apoio aos familiares.

Com o novo número de mortes, caiu de 16 para dez o total de desaparecidos, sendo oito pessoas já identificadas e outras duas em investigação.

“Os trabalhos prosseguem sem descanso até que todos sejam encontrados. Com o encerramento de mais um local de buscas, concentramos esforços e efetivo nas outras três áreas de deslizamento, que são Vila dos Milagres, Areeiro e Curado IV, além de Jaboatão Centro e Paratibe (Paulista), onde procuramos duas pessoas possivelmente levadas pelas enchentes”, informou o secretário de Defesa Social, Humberto Freire.

Até a segunda-feira 30, a Defesa Civil de Pernambuco contabilizou 6.170 desabrigados por conta de enchentes e deslizamentos.

No total, 24 municípios decretaram situação de emergência. São eles: Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, São José da Coroa Grande, Moreno, Nazaré da Mata, Macaparana, Cabo de Santo Agostinho, São Vicente Ferrer, Paudalho, Paulista, Goiana, Timbaúba, Camaragibe, São Lourenço da Mata, Abreu e Lima, Araçoiaba, Igarassu, Aliança, Glória do Goitá, Vicência, Bom Jardim, Limoeiro e Passira.

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1 comentário
  1. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Essa precipitação não foi a maior da história como dizem por aí. A falta de memória da população é de conhecimento de todos. Em 1975, ou seja, há 47 anos atrás teve outra enchente ainda maior e que só não provocou tantos estragos como esta de agora porque a ocupação urbana ainda não era tão caótica como agora. Então é isso, a culpa não é da natureza são desses imbecís que teimam em construir em locais inadequados sob o olhar indulgente das “otoridades” municipais. Então, esperem que veremos esse espetáculo de novo no futuro. Tratem de enterrar seus mortos e vida que segue.

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