O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estuda rever suas regras internas para ampliar o atendimento presencial e acelerar a análise de benefícios. O plano conta com apoio do Ministério da Previdência e deve começar a ser implementado em 2026. Hoje, quase metade dos servidores trabalha em regime remoto. O jornal Folha de S.Paulo divulgou as informações nesta segunda-feira, 27.
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A ausência de servidores nas agências tem empurrado os segurados para intermediários e escritórios de advocacia. Esses profissionais lucram ao preencher lacunas deixadas pelo serviço público. O próprio governo federal reconhece que essa prática cresceu com o esvaziamento das unidades presenciais.
O problema se agravou durante a covid-19, quando o atendimento físico foi interrompido, e os canais digitais passaram a concentrar a demanda. Mas, mesmo com o fim da emergência sanitária, as agências não retomaram o ritmo anterior. Em maio de 2025, 70% das 1,5 mil unidades do país operavam sem atendimento ao público.
O presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, reconhece que cerca de 60% das agências seguem sem equipe presencial. Ele afirma que pretende mudar esse quadro. “A cada agência fechada, do lado abrem uns cinco escritórios de intermediários que não estão ali para ajudar o nosso segurado”, disse à Folha.
Secretário afirma que INSS “entregou pessoas à sorte”
O secretário-executivo da Previdência, Adroaldo Portal, concorda. Ele denuncia que despachantes cobram R$ 150 por um simples protocolo de atestado médico e até R$ 400 por um pedido de aposentadoria. “O INSS entregou essas pessoas à sorte.”
Dados internos mostram que, dos 18,8 mil servidores ativos em julho de 2025, cerca de 40% estavam em trabalho remoto integral. Outros 6% atuavam parcialmente a distância. Em algumas unidades, o índice chega a 80%.
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O retorno, no entanto, não será simples. Muitas agências operam com computadores antigos e estrutura defasada. Faltam recursos para reformas. Além disso, parte dos servidores resiste à volta.
Para contornar a situação, o INSS testa modelos híbridos em Brasília e São Paulo. Em Florianópolis (SC), inaugurou uma unidade de autoatendimento com apoio de servidores e terceirizados.
Produtividade sob revisão
O presidente do INSS afirma que os servidores responsáveis apenas por análise de documentos poderão continuar no teletrabalho. No entanto, as metas passarão por ajustes.
Atualmente, esses funcionários cumprem uma pontuação diária. No presencial, a média mínima é de 4,27 pontos. No remoto, sobe para 5,55.
O problema, segundo técnicos do governo, é que algumas tarefas geram pontuação alta sem exigir tanto esforço. Internamente, comenta-se que muitos servidores atingem a meta mensal em duas semanas.
Outras tarefas, porém, estão subdimensionadas, ou seja, exigem mais tempo do que os pontos sugerem. O governo quer equilibrar o sistema para valorizar quem realmente produz.





































O direito a “trabalhar” de casa já está garantido. Ninguém tira benefícios de servidores públicos. Principalmente federais.
Nunca me esqueço de um conhecido, aposentado aos 35 anos pelo Banco do Brasil.
Perfeitamente saudável. E vivia muito bem. Imagino o salário dele.