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'Home office do crime' é tendência desde a pandemia, observam autoridades

O 'um-sete-um', referência ao artigo do Código Penal para o crime de estelionato, ganha escala no digital

???? Na manhã de hoje, policiais civis do DEIC prenderam 24 pessoas que praticavam golpes em um call-center na região central da capital. Elas entravam em contato com as vítimas, obtinham seus dados pessoais e, em seguida, os utilizavam para firmar contratos fraudulentos. ????????
Polícia Civil de SP divulga material apreendido em 'call center' do crime no centro da capital | Foto: Reprodução/Twitter X @@Policia_Civil

Não foram apenas profissionais e empresas legítimos que adaptaram o trabalho às exigências de isolamento social. O crime organizado também tem investido em “escritórios do crime” para a aplicação de golpes das chamadas “falsas centrais telefônicas”.

No Estado de São Paulo, o número de golpes por meios eletrônicos e digitais triplicou em abril de 2020, com relação a março. Ou seja, no primeiro mês depois de a pandemia da covid-19 ter início.

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Veja essa: “Novo golpe do Pix envolve funcionários de empresas de telefonia”

Essa linha de “empreendedorismo” criminoso oferece custo-benefício vantajoso, com risco baixo e uma considerável “conversão”. O termo diz respeito ao momento em que o consumidor impactado por um anúncio, por exemplo, faz a aquisição do produto ou serviço.

No lugar do cliente, porém, está a vítima que caiu em um golpe. O home office do crime também garante fluxo de caixa em tempos em que há maior repressão estatal a segmentos mais lucrativos, como o tráfico de drogas.

Facções multiplicam os ganhos em escala

Esse arranjo quase que corporativo do crime está sob a mira da Polícia Civil, tanto paulista quanto fluminense. Ministério Público de SP e Polícia Federal se somam aos esforços para coibir os golpistas.

Home office crime golpe
Reprovado: golpista não passa no ‘teste’ da mãe para averiguar identidade do suposto filho | Imagem: Reprodução/WhatsApp/Ad Andrade

O Brasil padece de um surto de fraudes bancárias. A pandemia só fez reforçá-lo.

Com o sucesso desse tipo de golpe, o “filão” do estelionato digital acaba chamando a atenção das facções criminais, que conseguem escalar a prática criminosa. Aumentam, assim, a sua eficiência em obter dinheiro de vítimas.

Do falso atendente de ‘telemarketing’ ao falso filho pedindo Pix

Esse tipo de estelionato leva o nome de “falsas centrais telefônicas” por sua origem. Criminosos se passavam por instituições de verdade para transmitir credibilidade e assim obter dados sensíveis dos alvos.

No entanto, o conceito se estendeu para os golpes que não necessariamente usam de telefonia, mas da internet. Tal é o caso dos “golpes do Pix”, em que bandidos se passam por um parente ou amigo, inclusive com fotos e nome, para convencer contatos desavisados a lhe transferir dinheiro para laranjas.

Leia também: “Golpista se passa por filho no WhatsApp, mas não passa no ‘teste’ da mãe”

Em 5 de dezembro, a Polícia Civil desmantelou um verdadeiro escritório em pleno centro de São Paulo, prendendo mais de 20 pessoas. Com vários “funcionários”, coordenação, dezenas de computadores, máquinas de cartão e outros itens.

A orientação para as vítimas de estelionato digital é comunicar o quanto antes a instituição bancária, para que se tomem as providências e se busque recuperar o dinheiro perdido. Registrar o boletim de ocorrência também é fundamental, não apenas para que ajudar a polícia a fechar o cerco às quadrilhas, mas pela notificação estatística em si.

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