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Fora da cracolândia, usuários de drogas se dispersam por São Paulo

Prefeitura da cidade intensificou políticas públicas para atender usuários de crack, especialmente no centro da cidade

Imagem aérea da Cracolândia vazia
Imagem aérea da Cracolândia vazia | Foto: Reprodução/Twitter/X

Depois de deixarem a cracolândia, no centro de São Paulo, usuários de drogas formaram pequenos grupos e se espalharam pela cidade. A Praça Marechal Deodoro emergiu como um dos principais pontos de concentração, com um número crescente de pessoas que se reúnem no local. Outros locais incluem a calçada do Bom Prato da Rua General Osório e as imediações do Terminal Princesa Isabel. A informação é do portal g1.

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Um usuário afirmou que chegou à Praça Marechal Deodoro na segunda-feira 12. Antes, frequentava o fluxo próximo à Estação da Luz. Vídeos feitos por moradores mostram cerca de 20 pessoas em circulação pela praça, mas a presença de uma viatura da Guarda Civil Metropolitana (GCM) os impediu de se instalar.

Prefeitura trabalha para ‘resolver situação’ da cracolândia

Vista aérea da cracolândia
Vista aérea da cracolândia ainda lotada, meses atrás | Foto: Reprodução/TV Globo

Comerciantes, que optaram por não se identificar, relataram um aumento nas agressões contra os usuários. “A [Polícia] Militar aparece e diz que não quer mais eles [usuários] aqui no centro, que é ordem de cima para saírem”, afirmou uma comerciante. “Se insistem em ficar nas calçadas, jogam gás de pimenta no rosto.”

A Prefeitura de São Paulo intensificou políticas públicas com o objetivo de atender usuários de crack, especialmente no centro da cidade.

O prefeito Ricardo Nunes destacou a redução no número de usuários na Cena Aberta de Uso. Ele atribui essa diminuição a operações na Favela do Moinho, que afetaram a oferta de drogas com a prisão de traficantes. “Eu não diria que hoje está resolvido”, afirmou Nunes. “Mas nós estamos caminhando para poder resolver essa situação.”

Leia mais: “Tamanho do Estado e corrupção”, artigo de Ubiratan Jorge Iorio publicado na Edição 268 da Revista Oeste

A administração municipal adotou medidas, como a instalação de câmeras do Smart Sampa e o aumento dos serviços de saúde. O vice-prefeito Coronel Mello Araújo elogiou a atuação da GCM e destacou a redução do fluxo como um avanço no enfrentamento do problema.

Novos pontos de concentração

Nos últimos tempos, novos pontos de concentração foram identificados em bairros fora da cracolândia, como Vila Campanela e Tatuapé. Em gestões passadas, ações semelhantes resultaram na dispersão dos usuários para outras regiões.

Segundo a prefeitura, o número de abordagens e acolhimentos atingiu recordes, com um aumento significativo de ações em comparação ao início do ano.

Leia também: “A inveja é uma droga”, artigo de Rodrigo Constantino publicado na Edição 262 da Revista Oeste

Dados mostram uma redução sistemática de usuários na Cena Aberta de Uso, resultado de operações de saúde e segurança. O trabalho é conduzido por diversas secretarias e envolve muitos agentes públicos, em intervenções diárias.

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