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Despesas da USP vão ultrapassar os R$ 9 bilhões em 2026

Do total do orçamento, mais de 80% vai para a folha de pagamento

Universidades - Escola de Comunicação e Artes, uma das unidades de ensino da USP | Foto: Divulgação/USP
Escola de Comunicações e Artes, uma das unidades de ensino da USP | Foto: Divulgação/USP

A Universidade de São Paulo (USP) deverá operar em 2026 com um orçamento superior a R$ 9,41 bilhões. O valor consolida um crescimento de 2,87% em relação ao ano anterior. Apesar do aumento nominal, o cenário mantém uma velha dependência: a cota-parte de 5,02% do ICMS estadual continua sendo a principal fonte de financiamento e sustenta a maior parte das despesas. 

O comprometimento com pessoal segue como principal gargalo. A folha, que reúne salários, aposentadorias e benefícios, vai consumir R$ 7,9 bilhões, ou 84,2% de toda a receita projetada. As diretrizes orçamentárias, aprovadas nesta semana pelo Conselho Universitário, reforçam prioridades como a continuidade dos concursos públicos e a recomposição do poder de compra dos servidores. 

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USP: R$ 1,1 bi em receitas próprias

Embora consideradas essenciais pela administração, essas medidas ampliam a pressão sobre as contas e reduzem o espaço para investimentos estratégicos. Para 2026, apenas R$ 1,33 bilhão terá como destino custeio e investimentos, enquanto as receitas próprias devem alcançar R$ 1,16 bilhão. 

Esse quadro limita a capacidade da universidade de expandir infraestrutura, modernizar laboratórios ou financiar novos projetos acadêmicos. A proposta ainda vai a debate em sessão prevista para dezembro. Já prevê, contudo, que a reserva patrimonial de contingência — equivalente a três folhas de pagamento — chegue a R$ 2,9 bilhões ao fim de 2026. 

Leia também: “A COP e a Copa”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 296 da Revista Oeste

A política de reservas funciona internamente como uma proteção necessária diante da oscilação econômica. Da mesma forma, evidencia o quanto a USP mantém pouco espaço de manobra diante de um orçamento fortemente engessado.

Na mesma reunião, a reitoria apresentou a revisão do Planejamento Plurianual 2023–2026, com atualização de parâmetros de despesas e contratações segundo projeções do Banco Central e estimativas da Codage. 

A instituição afirma que a distribuição dos recursos busca preservar a qualidade acadêmica em meio às restrições históricas. Ainda assim, reconhece que o avanço das despesas obrigatórias e a estagnação da arrecadação continuam limitando a capacidade de investimento do maior orçamento universitário do país.

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2 comentários
  1. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    Como uma Universidade ,vai conseguir investir em alguma coisa, com uma âncora dessas puxando pra baixo !
    Parasitada… cabide de empregos…

  2. Moisés Fróes
    Moisés Fróes

    Ô Tarcísio! Essa fédida, vermelha USP luta contra vc a favor da esquerdalha , vc tem que fazer ao Trump ‘CORTAR VERBAS PRA ESSES TERRORISTAS DA USP. VC ESTÁ ALIMENTANDO A COBRA VERMELHA CONTRA VC PARA 2026.

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