A Universidade de São Paulo (USP) deverá operar em 2026 com um orçamento superior a R$ 9,41 bilhões. O valor consolida um crescimento de 2,87% em relação ao ano anterior. Apesar do aumento nominal, o cenário mantém uma velha dependência: a cota-parte de 5,02% do ICMS estadual continua sendo a principal fonte de financiamento e sustenta a maior parte das despesas.
O comprometimento com pessoal segue como principal gargalo. A folha, que reúne salários, aposentadorias e benefícios, vai consumir R$ 7,9 bilhões, ou 84,2% de toda a receita projetada. As diretrizes orçamentárias, aprovadas nesta semana pelo Conselho Universitário, reforçam prioridades como a continuidade dos concursos públicos e a recomposição do poder de compra dos servidores.
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USP: R$ 1,1 bi em receitas próprias
Embora consideradas essenciais pela administração, essas medidas ampliam a pressão sobre as contas e reduzem o espaço para investimentos estratégicos. Para 2026, apenas R$ 1,33 bilhão terá como destino custeio e investimentos, enquanto as receitas próprias devem alcançar R$ 1,16 bilhão.
Esse quadro limita a capacidade da universidade de expandir infraestrutura, modernizar laboratórios ou financiar novos projetos acadêmicos. A proposta ainda vai a debate em sessão prevista para dezembro. Já prevê, contudo, que a reserva patrimonial de contingência — equivalente a três folhas de pagamento — chegue a R$ 2,9 bilhões ao fim de 2026.
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A política de reservas funciona internamente como uma proteção necessária diante da oscilação econômica. Da mesma forma, evidencia o quanto a USP mantém pouco espaço de manobra diante de um orçamento fortemente engessado.
Na mesma reunião, a reitoria apresentou a revisão do Planejamento Plurianual 2023–2026, com atualização de parâmetros de despesas e contratações segundo projeções do Banco Central e estimativas da Codage.
A instituição afirma que a distribuição dos recursos busca preservar a qualidade acadêmica em meio às restrições históricas. Ainda assim, reconhece que o avanço das despesas obrigatórias e a estagnação da arrecadação continuam limitando a capacidade de investimento do maior orçamento universitário do país.
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Como uma Universidade ,vai conseguir investir em alguma coisa, com uma âncora dessas puxando pra baixo !
Parasitada… cabide de empregos…
Ô Tarcísio! Essa fédida, vermelha USP luta contra vc a favor da esquerdalha , vc tem que fazer ao Trump ‘CORTAR VERBAS PRA ESSES TERRORISTAS DA USP. VC ESTÁ ALIMENTANDO A COBRA VERMELHA CONTRA VC PARA 2026.