O corpo da cabo Maria de Lourdes Freire Matos, 25, saxofonista da fanfarra do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (RCG) do Exército, foi encontrado carbonizado depois de um incêndio no quartel da unidade, na tarde da sexta-feira 5. O soldado Kelvin Barros da Silva, que mantinha relacionamento com a militar, confessou o crime.
Segundo o depoimento, os dois discutiram no espaço da banda. Maria de Lourdes teria sacado a arma, mas Silva a golpeou com uma faca no pescoço e ateou fogo ao local. Ele foi preso e levado ao Batalhão de Polícia do Exército.
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O Corpo de Bombeiros identificou grande quantidade de material combustível na área atingida, o que favoreceu a propagação das chamas, embora o incêndio tenha sido controlado rapidamente. O Exército confirmou a morte da militar em nota e destacou sua trajetória de dedicação e profissionalismo.
Ainda segundo o Exército, Kelvin Silva está “respondendo processo criminal, devendo ser excluído das fileiras da Força e responsabilizado pelo ato cometido”. Ele pode responder por feminicídio, furto de arma, incêndio e fraude processual — crimes que somam pena de até 44 anos.
Quem era Maria de Lourdes, cabo do Exército

Nascida em 17 de novembro de 2000, Maria de Lourdes era cabo do Exército e integrava a fanfarra do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas como saxofonista.
Reconhecida pela corporação por disciplina e compromisso, ela atuava no regimento havia anos e era considerada dedicada e talentosa pelos colegas.
Em nota, a unidade afirmou que a militar deixava um legado de “compromisso exemplar” e manifestou pesar aos familiares, amigos e companheiros de farda. Segundo o Comando Militar do Planalto, a família de Maria está recebendo todo o apoio necessário.
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