Os números mostram um aumento de 72% nas exportações de alimentos industrializados no Brasil, nos últimos sete anos. O setor que mais contribuiu para essa alta foi o de commodities, com destaque para os alimentos. Os valores saltaram de US$ 35,2 bilhões para quase US$ 60 bilhões.
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O Brasil esteve à frente dos Estados Unidos em exportação de alimentos, com 64,7 milhões de toneladas, em 2022. Sem interferência estatal, a indústria alimentícia investe R$ 30 bilhões por ano.
Empregos e produtos vindos das commodities
Além dos tradicionais (açúcar, proteína animal, óleo de soja e laranja), o setor cresce nas áreas derivadas de trigo (biscoitos, por exemplo), produtos lácteos e café, inclusive em cápsulas, entre outros.
No mundo, os principais mercados para os alimentos industrializados do Brasil são a China (17,7% de participação), os 22 países da Liga Árabe (16,3%) e a União Europeia (15,3%).
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O setor contribuiu para 2 milhões de empregos formais e diretos e reuniu 38 mil empresas. Tornou-se o maior ramo da indústria de transformação, com 24,3% de participação no total de vagas.
Além desses empregos diretos, agrupa outros 10 milhões na cadeia produtiva, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia). Isso corresponde a 12% de todas as pessoas que trabalham no país.
E o petróleo?
Petróleo, minério e agronegócio garantem todos os anos grande parte dos saldos comerciais robustos à balança comercial. Neste ano, a diferença entre exportações e importações pode atingir quase US$ 100 bilhões.

Essas commodities, em específico, também possuem uma crescente em produtos brutos, que impulsionam as cadeias industriais, embora seja a alimentação o maior destaque brasileiro.
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Apesar do aumento da produção industrial relacionada às commodities nos últimos anos, o Brasil acumula déficits constantes na balança comercial de manufaturados: US$ 128 bilhões no ano passado e cerca de US$ 115 bilhões previstos em 2023.
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